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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

" A ponte testemunha desse amor"


Luciana  estava ali naquela ponte num dia frio e chuvoso coberta pela sua sombrinha, mas com os olhos atentos esperando chegar o amor de sua vida, Ítalo que estava atrasado como sempre.

Ele ligara para ela dizendo que precisava muito conversar e marcou de se encontrarem naquela ponte onde tudo começou, onde se beijaram pela primeira vez, onde seus corações se uniram e nunca mais se separaram.  

Estava já pegando o celular para ligar quando  o vê chegando com aquele sorriso que a encantava como tudo nele.

Antes que pudesse fazer qualquer pergunta ele, rapidamente, ajoelhou-se aos seus pés e como se fosse uma cena de novela segurou em sua mão e perguntou:
- Luciana  meu amor você aceita se casar comigo?

Ela olhou para ele e começou a rir achando aquilo alguma brincadeira que os amigos haviam apostado. Continuando a rir ela perguntou:
- Ítalo que brincadeira é essa ? Num dia de chuva e com esse frio você marca encontro aqui na ponte para me pedir em casamento? Se alguém passar por aqui e te olhar aqui de joelhos vai pensar que você é maluco.

-  Você está ferindo o meu ego. Eu acabei de te pedir em casamento, e você acha que eu estou fazendo piada. - disse Ítalo muito sério e com cara de poucos amigos.
- Tive o maior cuidado de preparar este momento, comprar as alianças e você acha isso tudo uma brincadeira?

Luciana  ficou em silêncio, começou a colocar os pensamentos em ordem e com muito custo a ficha caiu, fazendo com que ela percebesse que era sério mesmo. Seu rosto se transformou, seus olhos se encheram de lágrimas e por mais que quisesse não conseguia pronunciar uma palavra, um pedido de desculpas.

Ele era o homem de sua vida, compartilhavam uma vida a dois há mais de um ano e seu coração vibrava de tanta felicidade por ter a seu lado sua alma gêmea. Sabia que o havia magoado, mas não queria nem imaginar que ele pudesse sair de sua vida o que a levou a abraçá-lo bem forte e dizer ao seu ouvido:
- Meu amor me desculpe se levei na brincadeira, mas você me pegou de surpresa depois de um dia daqueles de trabalho. Amor quero dizer somente uma coisinha para você e depois não falo mais nada.

- Fale logo o que você tem para me dizer , disse ele olhando firme para ela, apertando-a forte em seus braços e estando ainda de joelhos segurando a caixinha das alianças com uma das mãos .

- Sim eu aceito me casar com você, respondeu Luciana.

Emocionado Ítalo abraçou a sua amada confirmando o pedido com um beijo ardente e apaixonado.

Um pedido de casamento bem original feito naquela ponte testemunha desse amor deixando ali marcado esse momento. Para completar tudo isso aconteceu num dia de chuva . . . Muito frio e muita chuva !!!
RSantos


57a. Edição Edição Visual

11a. Edição C&F
Tema: começar com a letra "L", e terminar com "!"
Imagem do Projeto BLQ

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

" No carinho de suas mãos"


Entre carinhos e afagos
Brincadeiras e sorrisos
O casal de namorados
Curte os lindos campos.

Trocam beijinhos
Entre muitos carinhos
Ficam abraçadinhos
Dormindo juntinhos.

Depois de fazer amor
Ficam de bom humor
Ele conta uma piada
Ela cai na gargalhada.

Com todo esse amor
Dentro do coração
Existe uma louca paixão
No carinho de suas mãos.


RSantos
24a. Edição Poemas
tema: Carinho
54a. Edição Visual
imagem do projeto







sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

"NOSSO AMOR E NOSSAS ESCOLHAS"



Como descrever a sensação que senti quando estava no carro a caminho da residência do Vitor. Faltavam poucos minutos para rever aquele que foi o primeiro e grande amor da minha vida.

Quando recebi o convite para vir passar as minhas férias em sua casa no Texas confesso que fiquei um pouco confusa. Tivemos um relacionamento onde existia um sentimento muito forte entre nós, uma parceria de amor, paixão, amizade, interesses comuns. Estar com ele, sentir sua presença já fazia parte de minha vida, mas o inevitável aconteceu e ele foi morar no exterior. Lembro cada detalhe do nosso último encontro, onde comunicou que após o encerramento do ano e da formatura, estaria indo para os Estados Unidos fazer um curso de especialização.

Agora já se passara dois anos e nossas vidas seguiram tomaram rumos diferentes. Estava bem e tinha conseguido superar aquele sentimento de perda, de saudade e agora por mais que eu quisesse aquilo, eu não poderia me arriscar. Estava ansiosa em vê-lo e sabia que não resistiria aos seus carinhos, aos seus encantos, mas queria viver aquele momento sem pensar em mais nada.

Assim que o carro chegou à fazenda onde morava fiquei admirada com a linda paisagem, as árvores com um colorido de tons de verde e amarelo. Saltei do carro e bem na frente da casa lá estava ele me aguardando.

Caminhamos um em direção ao outro e nos abraçamos sem dizer uma só palavra. Vitor segurou minha cabeça com aquele jeitinho terno e beijou minha testa. Que mais precisava ser dito do que esses simples gestos de duas pessoas que ainda se amavam e tinham feito suas escolhas.

Seguimos abraçados em direção a casa e Vitor olhou para mim carinhosamente e disse:
- Raquel você continua linda e que bom que aceitou o meu convite. Vamos matar as saudades e recordar os bons tempos.

Estava feliz demais e queria aproveitar ao máximo cada momento ao seu lado.

RSantos

11a. Edição Roteiro
49a. Edição Conto História 
imagem do Projeto

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

"Meu querido sobrinho"

Meu querido sobrinho ainda menino vivendo a magia do Natal.

Os anos passam, mas a tradição do Natal continua viva dentro de cada um de nós.

É nesses encontros que volto a sonhar, a acreditar nas histórias infantis, a querer aquele colinho protetor, a tirar as lembranças do baú e reviver os momentos da minha infância onde eu era feliz, onde existiam sonhos lindos, sonhos puros cheios de amor e esperança.




Minha participação para 33a. Edição Fotográfica

Foto antiga de minha autorinha que foi scaneada
- texto corrigido, pois fiz confusão com as fotos dos sobrinhos
- crianças são todas parecidas e ainda mais vestidas de papai noel.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

" OS ENCANTOS DA LEITURA"


O Sol começava a se por no alto da montanha e Joana, alheia a tudo que estava a sua volta, vivia intensamente a saga que estava lendo onde pelo marcador percebia-se faltarem poucas páginas para o seu final.

A História havia tomado conta de todos os seus sentidos levando-a a ficar parada em pé no meio do parque, com o livro aberto nas mãos, passando página por página.

Quando a claridade do sol se espalhou pelas páginas do livro, ofuscando seus olhos, foi que Joana acordou para a vida real. Fechou o livro e pegou o caminho de volta para casa antes que começasse a anoitecer.

Seguiu pensativa e ansiosa para saber o final da história que só no dia seguinte poderia concluir, pois esta noite estava de plantão no Hospital onde era enfermeira.

A leitura sempre foi um hábito em sua vida e, normalmente, todas as tardes Joana ia caminhar no Parque em frente a sua casa levando seu livro debaixo do braço. Acomodava-se num dos bancos e ali ficava por algum tempo entregue aos encantos da leitura.

RSantos


6a. Edição Roteiro


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

" EU TENTEI "


Eu tentei falar, mas ele não quis me ouvir
Eu tentei entender esse amor
Que com o tempo deixei de sentir
Para não sofrer de tanta dor.

Eu não entendo esse amor desvairado
Ele me completa quando não o entendo
Procurar entender é querer sofrer
Quando ele diz não mais me querer.

Eu não entendo esse amor indeciso
Que um dia diz que me ama
Enchendo meu coração de esperança
E minha alma cheia de desejo.

Eu não entendo esse amor confuso
Que de repente não gosta mais de mim
Brincando com meu sentimento
Dizendo que não está mais a fim.

Eu não entendo porque foge
Desse amor puro e sincero
De um sentimento tão lindo
Com medo de amar de verdade.

Olho para trás vendo você distante
Sem um passo dar ao meu encontro
Agora entendo estar tudo acabado
Não querendo vê-lo novamente.

Eu não quero mais entender
Nem nesse amor mais acreditar
Não quero mais deixar de viver
Esperando você voltar.

RSantos

45a. Edição Visual

43a. Edição Conto/História
(desclassificada por ter postado após o horário - 19 hs)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

"UMA CARTA BEM VINDA"


Luis estava a um mês em Londres fazendo um curso de extensão em Comércio Exterior. Faltava ainda dois meses para a sua conclusão e o tempo corria enquanto estava em aula, mas nas folgas batia a saudade de casa, de sua família e de seus amigos.


Olhando a caixa do correio encontrou uma carta o que muito o alegrou. Subiu direto para o seu apartamento e sentando em sua cama foi logo abrindo o envelope que continha uma foto de seus primos Marcelo e Felipe.

- Ah Ah!!! Esses caras são loucos das idéias e de cara cheia então imagino o que não aprontaram, falou Luis em voz alta, curtindo a foto e recordando dos momentos que estava presente nessas noitadas.

Virando a foto começou a ler o que escreveram que com certeza foi regado a uísque, pois as letras estavam borradas.

“Luis meu amigão
Estamos te vendo daqui do Brasil!
O pessoal caprichou na foto
Assim que você voltar
Vamos estar aqui te esperando.”

Luis estava feliz porque foi uma carta bem vinda matando um pouquinho da saudade que sentia de estar longe de casa. Sabia que era por pouco tempo e qualquer notícia que recebesse era um alento para que chegasse logo o dia de seu regresso.


RSantos


3a. Edição Especial



sábado, 20 de novembro de 2010

"A DECISÃO"


Taís trabalhava numa empresa americana como Gerente de Soluções atuando na área de desenvolvimento. Tinha uma vida profissional que a deixava feliz e satisfeita, mas não podia dizer o mesmo quanto a sua vida pessoal onde o seu casamento de oito anos tinha chegado ao fim. O seu conto de fadas teve um final triste e não resistiu às pressões da vida a dois.

Hoje estava um pouco tensa porque Margareth, diretora da empresa, a tinha convidado para jantarem juntas e esperava que tratassem de bons assuntos para aliviar um pouco o desgaste dos últimos dias.

O jantar transcorria de uma forma muito agradável e conversavam sobre assuntos dos mais variáveis saboreando um bom vinho o que ajudava a descontrair.

- Margareth sei que você tem alguma coisa a me dizer e estamos aqui dando voltas e eu ansiosa por saber do que se trata, disse Tais com a taça de vinho na mão.
Ela olha firme para sua diretora e saboreia mais um gole de vinho esperando o que iria dizer.

- Realmente esse nosso jantar tem um motivo de muita importância para a Companhia e que vai depender muito da sua decisão. Sabemos que seu casamento acabou e por mais forte que seja sempre existe um abalo emocional. Por esse motivo e por sua capacidade profissional, achamos que novos ares poderão ser benéficos, o que nos levou a escolher você para atuar num projeto em Houston que vai durar no mínimo dois anos, disse Margareth olhando para Thais que nesse momento estava com os olhos baixos e sorrindo.

- Margareth como essa notícia me deixa muito feliz e era o que eu mais precisava ouvir nesse momento. Viver em outro país, ter novas experiências e poder continuar com o meu trabalho é o melhor presente que poderia receber. Claro que a minha resposta é sim e não tenho dúvida alguma quanto a minha decisão, disse Tais com satisfação.

As duas se abraçaram e Margareth querendo mais que uma confirmação perguntou ao seu ouvido:
- Taís você sabe que é uma mudança radical em sua vida e que não tem como desistir no meio do caminho. Tem certeza que não vai mudar de idéia?

- Nada vai me fazer mudar de idéia, estou certa disso, respondeu Taís ainda abraçada a sua diretora e amiga. Em seu rosto sentia-se transparecer num sorriso o alívio e a felicidade dessa nova fase de sua vida.

RSantos

2a. Edição Especial 


41a. Edição Conto/História

Projeto Bloínquês
Data postagem
Inicial 19/11/2010 às 6:58
Imagens do projeto

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

" ENEM E A PROVA AMARELA "


Você acha que a prova do ENEM deve ser cancelada ?

Acho que não deve ser cancelada. Foram rodadas quase quatro milhões de provas onde somente duas mil provas tiveram problemas e que são as de cor amarela.


Em nota oficial que pode ser vista AQUI será permitido a todos que se acharem prejudicados a solicitar correção de provas e a todos que fizeram a prova amarela poderá requisitar o direito a fazer nova prova.

O que mais pode se reclamar em relação à prova do ENEM se apesar das falhas ocorridas está dando condições dos prejudicados de solicitarem revisões, prestar nova prova, ou seja, o que for de direito.

Projetos como o ENEM vem propiciar aos jovens condições de obter uma vaga nas Faculdades da Rede Pública e concluírem um curso de nível superior. O Brasil precisa cada vez mais incentivar o ensino e acabar com o analfabetismo que é uma marca vergonhosa que arrastamos e nos mantendo como um País subdesenvolvido.


RSantos 

34a. Edição Opinativa
Projeto Bloínquês


Desculpem se fui breve e super objetiva, mas o tempo não foi a meu favor. Quis pelo menos deixar aqui a minha opinião, pois como cidadã brasileira é minha obrigação.

Imagens e pesquisas retiradas da NET

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

"AS MENINAS TRAVESSAS"



Mariana e Roberta estavam sempre planejando alguma coisa nova. Estudavam na mesma escola e já eram conhecidas como as bagunceiras e arteiras da turma. Sabiam que ali não podiam mais fazer das suas e também porque estava no final do ano e tinham que se concentrar para melhorar as notas senão adeus férias.

Estavam sempre juntas estudando ou conversando pela internet. Tinham muitos amigos na rede e resolveram aprontar uma com um rapaz que era do interior de Minas que se chamava Valdo. Ele ficava conversando com as duas, mas dava mais atenção a Mariana por quem dizia estar apaixonado. Fazia declarações de amor e sempre insistia em se conhecerem.

Como estava se aproximando um feriadão de quatro dias Mariana concordou de que ele viesse ao seu encontro em São Paulo. Marcou de encontrá-lo no estacionamento do Shopping Iguatemi. Ficou tudo certo, informaram como estariam vestidos para não haver problemas de desencontro.

Depois disso lá foi Mariana se juntar a Roberta para planejarem mais uma de suas artes. Roberta chamou a sua empregada, Maria José, que estava em sua casa antes dela nascer e que fazia todas as suas vontades. Pediu que ela fosse ao lugar de sua amiga ao encontro do rapaz. Ela no início não queria, mas depois de muito falar e explicar que ele não ficaria muito tempo porque ia perceber que a jovem que esperava não era ela.

Maria José não tinha lá aquela beleza e só no abrir a boca para falar assustava até o cachorro da vizinha. As arteiras já começavam a rir antecipado só de imaginar a cara do Valdo e estavam ansiosas para esse dia chegar.

Finalmente chegou o dia e lá foram elas para o estacionamento do Shopping. Arrumaram a Maria José vestida com a devida roupa, carregaram na maquiagem da pobre que mais parecia um espantalho. Deixaram-na sentada no lugar combinado e foram se esconder escolhendo uma posição que pudessem apreciar ao espetáculo.

Pouco tempo depois apareceu o Valdo, rapaz baixinho, magro e estava tão nervoso que seus olhos pareciam que iam pular. Assim que ele avistou a Maria José e viu que não era o que esperava ficou andando em círculos e nada de chegar perto. Maria José por sua vez não estava nem aí e ficou na dela apreciando os carros e as pessoas que transitavam no estacionamento.

Valdo verificando que a suposta Mariana não havia percebido a sua presença saiu correndo feito louco em direção a rua até desaparecer de vista.

Mariana e Roberta enquanto observavam faziam um esforço enorme para não caírem na gargalhada e serem descobertas, mas depois que viram ele sair correndo foram para a galera. Começaram a pular, a gritar a rirem descontroladamente que chegavam a chamar atenção de quem passava por perto.

Assim terminou mais uma das travessuras dessas meninas que tiveram que enfrentar um temporal daqueles para poderem chegar a casa.

RSantos

42a. Edição Visual
Projeto Bloínquês

'DESTINOS OPOSTOS"


Frank e Molly se reencontram depois de muitos anos num Congresso de Medicina e após o seu encerramento estavam ali sentados no Hall do Hotel em bancos opostos.

Frank mantendo-se na mesma posição e sem virar o rosto falou baixinho:
- Molly como gostaria de ter forças de levantar daqui e estar aí do seu lado.
- Às vezes, não tocar no assunto é a melhor coisa a fazer, respondeu Molly com a voz trêmula
- Como posso não tocar nesse assunto se o que sinto por você ainda está vivo dentro de mim, sussurrou Frank.
- Nossos sentimentos podem estar vivos dentro de nós, mas nossas vidas já não nos pertencem e temos nossos filhos que precisam de nós, respondeu Molly controlando-se para não chorar o que a fez parar de falar.

Ficaram os dois ali sentados por algum tempo em pleno silêncio. Nada mais restava a dizer, pois seus destinos já estavam traçados.

RSantos
Participação para
1a. Edição Especial e 40a. Conto/História
Projeto Bloínquês

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"Uma lição de vida"


Como vou poder me manter aqui se nem um teto vou ter para morar? perguntara Alberto para si mesmo. Acabara de receber uma carta judicial informando que tinha uma semana para liberar o apartamento conjugado onde residia.

Há dois anos decidiu aceitar uma oportunidade de trabalhar em Londres em uma empresa de Auditoria. Acabara de se formar em Economia e vislumbrou não só um bom emprego para crescer profissionalmente, mas também a chance de seguir sua própria vida, ir morara sozinho e tomar suas próprias decisões.

Tudo correu muito bem até o dia que foi surpreendido com a sua demissão da empresa. No início não ficou muito preocupado e o dinheiro que recebera de indenização lhe manteria por uns seis meses.

Estava terminando um curso de especialização que tinha um custo mensal razoável, mas continuou a freqüentar para agregar pontos a sua carreira. Passou por diversas entrevistas e muitas com promessas de chamá-lo e o tempo foi passando e o dinheiro acabando. Vinha relutando para não ter que trabalhar em outra atividade fora do seu ramo ou até inferior e isso só veio a contribuir para o seu rombo financeiro. Chegou a um ponto incontrolável e estava prestes a pedir ajuda aos pais, mas seu orgulho impedia de fazê-lo.

Alberto se manteve firme com esse orgulho somado a uma teimosia a toda prova. Agia da maneira que achava melhor apesar dos amigos alertarem, ajudarem vendo alguns trabalhos avulsos para que conseguisse pagar suas dívidas e se manter nessa fase.

Hoje estava ali sentado a beira de sua cama, com a carta nas mãos, pensativo e sem ação. As opções que tinha eram poucas, mas eram as mais corretas nesse momento atual. Tinha que deixar o seu orgulho de lado e aceitar as ofertas de trabalhos avulsos para, pelo menos, poder pagar um quarto para morar e se manter o mais simples possível. E para acertar a sua dívida não tinha outra saída a não ser a de pedir ajuda aos seus pais.

Para Alberto era uma situação que nunca pensara enfrentar, mas aprendera que na vida não podemos ser donos da verdade e dificuldades todos estamos sujeitos a passar. Temos que saber levantar e recomeçar mesmo que para isso seja preciso lavar prato. Ouvira muito de seu pai as situações porque passara na vida e sabia que nunca esmorecera , sempre foi batalhador, guerreiro o que o levou ao sucesso como empresário.

Tinha ali um exemplo vivo para o qual nunca abrira os olhos, mas agora tinha aprendido a lição e sabia que para construir uma vida de sucesso precisava, não só de sua capacidade, mas também de sua família e de seus amigos porque sozinho não seria ninguém na vida.

RSantos
41a. Edição Visual
Projeto Bloínquês

domingo, 24 de outubro de 2010

"O QUE EU ADORO EM VOCÊ MEU PIETRO"



O que devo dizer dessa criatura que me conquistou desde pequenino, do meu melhor amigo, desse meu bichinho de estimação, o meu doce Pietro que chegou à minha casa para ficar uma semana, mas só num olhar nasceu um amor à primeira vista que fez ele ficar para sempre. Foi a chegada de mais um filho em minha vida, um companheiro de todas as horas que não importa onde esteja ele está lá do meu lado.
Adoro lembrar-me de quando ainda bebê fazia charme para dormir coladinho no meu peito. Por mais que deixasse a sua caminha quentinha o que ele gostava mesmo era vir para minha cama.
Adoro lembrar-me do seu olhar todo dengoso implorando perdão, pois havia feito algo errado.
Adoro sentar no sofá e ficar fazendo cafuné no seu pescoço, no seu peitinho e olhar para ele quase dormindo e suspirando de tanto que gosta. Quando vejo que ele já está dormindo, levanto devagarzinho e é só ameaçar levantar que ele já abriu os olhos e ficou em posição de sentido para me seguir para onde for. Quando estou no banheiro ele faz plantão na porta. Como posso não amar esse meu Pietro.
Adoro esse meu amigo de todas as horas que me compreende, que me consola quando estou triste, que toma conta de mim quando estou doente.
Adoro quando vamos caminhar juntos no calçadão e de como fica lindo e elegante andando no mesmo ritmo ao meu lado. Toda mundo que passa olha, faz um elogio e eu aqui fico toda boba como uma mãe coruja.
Adoro quando vou buscá-lo no Pet Shop e o vejo com seu pelo todo escovado, aparado, cheiroso e mais ainda de ver a sua alegria quando chego. Eu amo demais essa criaturinha de Deus, que amor tão forte, tão verdadeiro.
Adoro quando chego à casa do trabalho e ele já está com o focinho grudado na porta esperando eu abrir.
Adoro quando ele fica do meu lado no computador e parece até que entende tudo que está na telinha.
Adoro quando estou estudando e acaba adormecendo em cima dos meus pés. Como é gosto sentir esse carinho, esse amor.
Adoro tudo no meu Pietro e ele faz parte da minha vida. É um sentimento de valor único e insubstituível. Pietro conquistou seu valor e me fez uma pessoa capaz de amar e ver que o mundo fica mais belo quando refletido nesse amor.

RSantos


30a. Edição Opinativa
Projeto Bloínquês


Imagens Retiradas da Net

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

"UM AMOR NÃO CORRESPONDIDO"


Tudo aconteceu muito rápido, um beijo roubado que ainda sentia em seus lábios, até as palavras de desejo e amor sussurradas ao seu ouvido. Sabia que era comprometido e sentia medo, faltava coragem para aceitar aquela situação.

Naquele dia ensolarado os seus olhos cegaram e foi envolvida por aquelas palavras ardentes que saiam daqueles lábios sedentos de desejo que fizeram seu corpo explodir de paixão. Já sem forças para lutar contra esse sentimento que dilacerava suas entranhas, esqueceu tudo e deixou-se levar por suas emoções e saborear cada pedacinho daquele momento.

O tempo passou e ficou na memória a lembrança daquela noite, daqueles beijos, do seu olhar, do seu cheiro, dos seus cabelos, da sua pele, do calor do seu corpo. Viveu um momento único de um grande amor que deixou raízes que só agora tomara conhecimento.

Estava grávida e essa notícia a deixara feliz e abalada. Precisava sair de casa, respirar ar puro, colocar os pensamentos em ordem. Pegou o carro e saiu sem destino. Abriu os vidros e deixou o vento entrar refrescando o seu rosto, embaralhando os seus cabelos. Deixou o tempo passar e quando se deu conta já era noite e acabara de chegar à praia, parou o carro, ligou os faróis e saiu para admirar a lua, ver o mar calmo com as ondas batendo suavemente nas pedras e sentir aquele cheirinho de maresia que tanto lhe fazia bem.

Sua felicidade era sufocada pela insegurança e medo que sentia por ter que assumir tudo sozinha. Sabia que esse filho não tinha sido planejado, mas estava ali e não podia evitar os seus sentimentos.

Tinha a certeza de que ela não se preocupou para que isso não viesse a acontecer, mas independente de qualquer coisa tinha a obrigação, principalmente por aquele ser que estava em seu ventre, de pelo menos comunicar ao pai.

Como poderia chegar até ele sem que todos percebessem? Trabalhavam na mesma empresa e desde aquele dia nunca mais ele sequer tentou olhar para ela.
Preparou uma carta explicando o que estava acontecendo e pedindo que se encontrassem para combinarem o que fosse melhor para os dois.
Aproveitou que se encontraram no elevador e entregou o envelope em suas mãos olhando firme em seus olhos e sem dizer uma só palavra.

Passaram-se alguns dias e quando estava chegando a casa teve a surpresa de ver entre as correspondências uma carta para ela sem remetente.
Cheia de curiosidade abriu rapidamente e devorou palavra por palavra, linha por linha e a cada fôlego seus olhos ficavam arregalados e seus lábios pálidos.
Havia algo escrito ali, simples, claro e desconhecido. Só três frases. Ela as leu e sentiu o mundo balançar.
Três frases simples, duras e cruéis que partiram seu coração em pedaços que soavam repetidamente em seus pensamentos.
- Não podemos assumir este filho e diga quanto precisa que eu te mande para dar um fim neste assunto.
- O que aconteceu foi uma coisa de momento e você sabia disso e devia ter se protegido e evitado que isso acontecesse.
- Estou sendo transferido para a filial do Canadá e a minha viagem já está marcada para o mês que vem e preciso que me respondas o mais rápido possível.
Foram três facadas em seu peito, mas respirou fundo e procurou se controlar. Existia uma criatura que seu coração batia docemente dentro dela e foi isso que deu forças para aceitar a realidade dos acontecimentos.
Tinha a certeza de seu amor por ele, mas era um amor não correspondido e impossível porque ele já pertencia à outra pessoa. Pensava tristemente que "Se um homem quer você, nada pode mantê-lo afastado. Se não, nada pode fazer ele ficar" e foi isso que aconteceu.


RSantos

39a, Edição Visual
Projetop Bloínquês
Imagem retiradas da NET

sábado, 16 de outubro de 2010

"Eu sou uma garota All Star"


Tremendo sábado é lá estava eu tendo que ir para o meu curso de inglês. Já estava quase desistindo de continuar com o Inglês aos sábados, mas como estava trabalhando no Shopping no turno da noite e estudando de manhã só me restava o sábado para tentar terminar o inglês.

Depois do curso tinha que passar na Secretaria para pagar a mensalidade e lá fui eu com certa pressa, pois ainda tinha que trabalhar.  Minha vida era essa correria e gostava de viver nessa adrenalina.

Cheguei lá a secretária estava atendendo a um garoto muito gatinho que vestia uma camiseta preta , calça jeans e havainas. Ele olhou para mim me deu um sorriso que até gostei e apesar de não ter nem falado com ele fiquei um pouco que fascinada. Tentei saber o seu nome tentando olhar para o papel de inscrição, mas não consegui. Foi uma pena ter sido só esse simples sorriso, mas quem sabe poderia vir a encontrá-lo novamente.

Antes de sair ele ainda me olhou por inteiro e aquilo mexeu comigo mais ainda. Eu era meio que exagerada na forma de me vestir. Gostava do meu estilo jovem e o meu tênis All Star era peça constante. Minha mãe me chamava sempre da "Garota All Star" e  falava isso para todas as suas amigas, desde que me  pegou dormindo na banheira com os meus All Star nos pés. Virou assunto do dia, da semana, do mês e só Deus sabe até quando vai continuar falando.

Paguei a mensalidade e fui andando para casa a fim de comer alguma coisa antes de ir para o Shopping. Quando estou abrindo a portaria do prédio passa um garotinho, que não era muito bonito, mas não era de se jogar fora, me olhava sem disfarçar, passou por mim, e olhou para traz só para continuar a olhar!

Estava percebendo que meu visual estava agradando e que o meu estilo All Star me dava muita sorte e principalmente no amor!!!
Tinha mesmo que concordar com minha mãe quando me chamava de "Garota All Star" porque eu já estava me sentindo a própria.
RSantos

"Se tem uma coisa que não largo do pé, é meu All Star, não... Ele não tem chulé e não tomo banho com ele.. (credo), mas é a minha principal característica.. hehe!"


38a. Edição Visual
Projeto Bloínquês

Imagens retiradas da NET
Pesquisa em sites All Star

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

"SEM DESPEDIDAS"


Coloquei um ponto final neste sonho que se perdeu pelos caminhos da vida. Eu vou embora sem despedidas, deixando para trás todas as tristezas e mágoas que este amor me fez viver durante os anos que estivemos juntos.
Quantas vezes sabia que ele me traia atingindo em cheio o meu coração, mas sofria calada com medo de perder o seu amor, de não mais o ver. Fingia que dormia quando, quase como uma pluma, ele deitava ao meu lado exalando ainda o cheiro da noite de pecado.
Fui companheira, amiga, mulher que sempre esteve presente reparando os seus erros, escutando seus desabafos, cuidando quando estava doente, aturando as suas ressacas e nunca recebi o devido valor por isso. Agora cansei, o tempo se encarregou de acabar com este sentimento que havia em meu coração e quero seguir para uma nova vida longe daqui. Quero seguir sozinha e descobrir coisas novas, sentir vontade de viver, sentir ser amada novamente e começar a olhar para mim procurando recuperar esse tempo que perdi.
Com as mãos trêmulas e meu coração disparando arrumei a minha mala e com a certeza absoluta da decisão que havia tomado e sairia dessa casa sem olhar para trás uma só vez, seguindo em frente para viver um novo presente e passando a borracha neste triste passado.
Pensei em avisá-lo, mas achei melhor que ele mesmo descobrisse. Espero que possa ter tempo para refletir em tudo o que fez e olhar para dentro de si mesmo e ver o quanto é vazio, o quanto é um fracassado. O que hoje sinto é vergonha de ter agüentado calada tanto tempo sem reagir.
RSantos


36a. Edição Conto/História

Imagens retiradas NET


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

"Ele seria dela"


Ela o teria, mesmo que isso a matasse. Mesmo que matasse os dois, ele seria dela. Essas palavras foram desabafadas por Patrícia que andava angustiada por ter sido abandonada pelo homem de sua vida.

Chegando o entardecer ela olhou para o relógio, reparou que estava na hora do Marcelo chegar do trabalho, sem pensar duas vezes, dirigiu-se até a janela de seu apartamento, sentou-se no parapeito colocando os pés para fora e ficando numa posição de quem está prestes a cometer um suicídio.

Depois de um tempo parada nessa posição, olhando fixamente para o mesmo ponto, muitas pessoas que passavam na rua já se juntavam curiosas para saber o que iria acontecer. Quem era aquela jovem? O que estava pensando fazer? Será que iria se jogar daquela altura? Que loucura era aquela? E assim começou o famoso espetáculo que o povo se exaltava esperando o derradeiro final.

Marcelo era vizinho de Patrícia e mantiveram um relacionamento sem compromissos que durou alguns anos, mas ela estava loucamente apaixonada, mas percebia que ele não levava muito a sério esse romance. Ela era muito ciumenta o que motivava muitas brigas e a última delas foi terrível terminando por Marcelo se afastar dela definitivamente.

Patrícia inconformada, desesperada e imersa nessa mistura de sentimentos estava prestes a cometer uma loucura. Articulou esse plano de “forjar” uma tentativa de suicídio. Imaginava que assim que a visse na janela prestes a se jogar, conhecendo a forma de agir do Marcelo, sabia que ele viria correndo ao seu encontro.

Estava jogando pesado e sabia que caso não conseguisse reconquistá-lo, poderia fazer ele odiá-la para sempre. Para ela era tudo ou nada e estava ali preparada para viver ou matar e morrer de amor.

Rene Santos


37a. Edição Visual
35a. Edição Conto/História

Imagens retiradas da NET 

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

"Tempos que não voltam mais"

Ana e Júlia eram amigas de infância, cresceram juntas morando no mesmo prédio. Tinham a mesma idade e adoravam ficar conversando, contando as paqueras na escola , combinando as idas para o cinema e tudo que essa galera gostar de papear. Adoravam dançar, ouvir música e quando havia uma festa ou um baile lá estavam todas arrumadas e curtindo cada momento

A turma do colégio estava programando um acampamento na região dos lagos onde havia um lugar próprio para que pudessem ficar. Os rapazes estavam organizando e fazendo uma lista de quem iria e como foi difícil convencer os nossos pais a nos deixarem ir, mas depois de muito insistir eles permitiram. Estávamos ansiosas nos preparativos e Ana mais ainda, pois o João, rapaz por quem estava apaixonada estaria no acampamento.

A Ana era alta e aparentava ter mais idade do que Júlia que era menor e franzina e também ela chamava mais atenção não somente pela sua beleza mas por ser mais falante, mais simpática enquanto Júlia era mais tímida, acanhada.

Chegou o dia do acampamento e seguiram todos de ônibus para o campo onde iriam acampar com suas barracas e redes. A viagem foi super divertida, cantaram ao som do violão, dançaram, brincaram sem parar um segundo.

Quando chegaram cada um foi montar suas barracas e redes. Preparam um churrasco e se fartaram de comer e beber. Júlia acabou ficando num grupo conversando e nem reparou que sua amiga Ana havia se afastado em companhia do João.

Quando Júlia foi procurá-la encontrou-os juntinhos numa rede, abraçadinhos, conversando, namorando. Ela ficou feliz pela amiga, mas não pode evitar de sentir um pouco de ciúmes por ter perdido a companhia de sua melhor amiga, pelo menos ali no acampamento.

Depois desse acampamento Ana e João começaram a namorar e a partir daí já não tinha mais tempo para conversar com a Júlia que no início, morria de ciúmes do rapaz, mas com o tempo foi aceitando e compartilhando cada momento de felicidade que a amiga estava vivendo.

Foi assim que Ana e João começaram a namorar e anos depois casaram, mas Ana nunca esquecera da amiga Júlia e de todos os momentos que passaram juntas. Lindos tempos que não voltam mais, mas que guardariam para sempre na lembrança essa linda história de amizade e de amor.

Rene Santos

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