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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

" A ponte testemunha desse amor"


Luciana  estava ali naquela ponte num dia frio e chuvoso coberta pela sua sombrinha, mas com os olhos atentos esperando chegar o amor de sua vida, Ítalo que estava atrasado como sempre.

Ele ligara para ela dizendo que precisava muito conversar e marcou de se encontrarem naquela ponte onde tudo começou, onde se beijaram pela primeira vez, onde seus corações se uniram e nunca mais se separaram.  

Estava já pegando o celular para ligar quando  o vê chegando com aquele sorriso que a encantava como tudo nele.

Antes que pudesse fazer qualquer pergunta ele, rapidamente, ajoelhou-se aos seus pés e como se fosse uma cena de novela segurou em sua mão e perguntou:
- Luciana  meu amor você aceita se casar comigo?

Ela olhou para ele e começou a rir achando aquilo alguma brincadeira que os amigos haviam apostado. Continuando a rir ela perguntou:
- Ítalo que brincadeira é essa ? Num dia de chuva e com esse frio você marca encontro aqui na ponte para me pedir em casamento? Se alguém passar por aqui e te olhar aqui de joelhos vai pensar que você é maluco.

-  Você está ferindo o meu ego. Eu acabei de te pedir em casamento, e você acha que eu estou fazendo piada. - disse Ítalo muito sério e com cara de poucos amigos.
- Tive o maior cuidado de preparar este momento, comprar as alianças e você acha isso tudo uma brincadeira?

Luciana  ficou em silêncio, começou a colocar os pensamentos em ordem e com muito custo a ficha caiu, fazendo com que ela percebesse que era sério mesmo. Seu rosto se transformou, seus olhos se encheram de lágrimas e por mais que quisesse não conseguia pronunciar uma palavra, um pedido de desculpas.

Ele era o homem de sua vida, compartilhavam uma vida a dois há mais de um ano e seu coração vibrava de tanta felicidade por ter a seu lado sua alma gêmea. Sabia que o havia magoado, mas não queria nem imaginar que ele pudesse sair de sua vida o que a levou a abraçá-lo bem forte e dizer ao seu ouvido:
- Meu amor me desculpe se levei na brincadeira, mas você me pegou de surpresa depois de um dia daqueles de trabalho. Amor quero dizer somente uma coisinha para você e depois não falo mais nada.

- Fale logo o que você tem para me dizer , disse ele olhando firme para ela, apertando-a forte em seus braços e estando ainda de joelhos segurando a caixinha das alianças com uma das mãos .

- Sim eu aceito me casar com você, respondeu Luciana.

Emocionado Ítalo abraçou a sua amada confirmando o pedido com um beijo ardente e apaixonado.

Um pedido de casamento bem original feito naquela ponte testemunha desse amor deixando ali marcado esse momento. Para completar tudo isso aconteceu num dia de chuva . . . Muito frio e muita chuva !!!
RSantos


57a. Edição Edição Visual

11a. Edição C&F
Tema: começar com a letra "L", e terminar com "!"
Imagem do Projeto BLQ

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

" EU TENTEI "


Eu tentei falar, mas ele não quis me ouvir
Eu tentei entender esse amor
Que com o tempo deixei de sentir
Para não sofrer de tanta dor.

Eu não entendo esse amor desvairado
Ele me completa quando não o entendo
Procurar entender é querer sofrer
Quando ele diz não mais me querer.

Eu não entendo esse amor indeciso
Que um dia diz que me ama
Enchendo meu coração de esperança
E minha alma cheia de desejo.

Eu não entendo esse amor confuso
Que de repente não gosta mais de mim
Brincando com meu sentimento
Dizendo que não está mais a fim.

Eu não entendo porque foge
Desse amor puro e sincero
De um sentimento tão lindo
Com medo de amar de verdade.

Olho para trás vendo você distante
Sem um passo dar ao meu encontro
Agora entendo estar tudo acabado
Não querendo vê-lo novamente.

Eu não quero mais entender
Nem nesse amor mais acreditar
Não quero mais deixar de viver
Esperando você voltar.

RSantos

45a. Edição Visual

43a. Edição Conto/História
(desclassificada por ter postado após o horário - 19 hs)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

"AS MENINAS TRAVESSAS"



Mariana e Roberta estavam sempre planejando alguma coisa nova. Estudavam na mesma escola e já eram conhecidas como as bagunceiras e arteiras da turma. Sabiam que ali não podiam mais fazer das suas e também porque estava no final do ano e tinham que se concentrar para melhorar as notas senão adeus férias.

Estavam sempre juntas estudando ou conversando pela internet. Tinham muitos amigos na rede e resolveram aprontar uma com um rapaz que era do interior de Minas que se chamava Valdo. Ele ficava conversando com as duas, mas dava mais atenção a Mariana por quem dizia estar apaixonado. Fazia declarações de amor e sempre insistia em se conhecerem.

Como estava se aproximando um feriadão de quatro dias Mariana concordou de que ele viesse ao seu encontro em São Paulo. Marcou de encontrá-lo no estacionamento do Shopping Iguatemi. Ficou tudo certo, informaram como estariam vestidos para não haver problemas de desencontro.

Depois disso lá foi Mariana se juntar a Roberta para planejarem mais uma de suas artes. Roberta chamou a sua empregada, Maria José, que estava em sua casa antes dela nascer e que fazia todas as suas vontades. Pediu que ela fosse ao lugar de sua amiga ao encontro do rapaz. Ela no início não queria, mas depois de muito falar e explicar que ele não ficaria muito tempo porque ia perceber que a jovem que esperava não era ela.

Maria José não tinha lá aquela beleza e só no abrir a boca para falar assustava até o cachorro da vizinha. As arteiras já começavam a rir antecipado só de imaginar a cara do Valdo e estavam ansiosas para esse dia chegar.

Finalmente chegou o dia e lá foram elas para o estacionamento do Shopping. Arrumaram a Maria José vestida com a devida roupa, carregaram na maquiagem da pobre que mais parecia um espantalho. Deixaram-na sentada no lugar combinado e foram se esconder escolhendo uma posição que pudessem apreciar ao espetáculo.

Pouco tempo depois apareceu o Valdo, rapaz baixinho, magro e estava tão nervoso que seus olhos pareciam que iam pular. Assim que ele avistou a Maria José e viu que não era o que esperava ficou andando em círculos e nada de chegar perto. Maria José por sua vez não estava nem aí e ficou na dela apreciando os carros e as pessoas que transitavam no estacionamento.

Valdo verificando que a suposta Mariana não havia percebido a sua presença saiu correndo feito louco em direção a rua até desaparecer de vista.

Mariana e Roberta enquanto observavam faziam um esforço enorme para não caírem na gargalhada e serem descobertas, mas depois que viram ele sair correndo foram para a galera. Começaram a pular, a gritar a rirem descontroladamente que chegavam a chamar atenção de quem passava por perto.

Assim terminou mais uma das travessuras dessas meninas que tiveram que enfrentar um temporal daqueles para poderem chegar a casa.

RSantos

42a. Edição Visual
Projeto Bloínquês

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"Uma lição de vida"


Como vou poder me manter aqui se nem um teto vou ter para morar? perguntara Alberto para si mesmo. Acabara de receber uma carta judicial informando que tinha uma semana para liberar o apartamento conjugado onde residia.

Há dois anos decidiu aceitar uma oportunidade de trabalhar em Londres em uma empresa de Auditoria. Acabara de se formar em Economia e vislumbrou não só um bom emprego para crescer profissionalmente, mas também a chance de seguir sua própria vida, ir morara sozinho e tomar suas próprias decisões.

Tudo correu muito bem até o dia que foi surpreendido com a sua demissão da empresa. No início não ficou muito preocupado e o dinheiro que recebera de indenização lhe manteria por uns seis meses.

Estava terminando um curso de especialização que tinha um custo mensal razoável, mas continuou a freqüentar para agregar pontos a sua carreira. Passou por diversas entrevistas e muitas com promessas de chamá-lo e o tempo foi passando e o dinheiro acabando. Vinha relutando para não ter que trabalhar em outra atividade fora do seu ramo ou até inferior e isso só veio a contribuir para o seu rombo financeiro. Chegou a um ponto incontrolável e estava prestes a pedir ajuda aos pais, mas seu orgulho impedia de fazê-lo.

Alberto se manteve firme com esse orgulho somado a uma teimosia a toda prova. Agia da maneira que achava melhor apesar dos amigos alertarem, ajudarem vendo alguns trabalhos avulsos para que conseguisse pagar suas dívidas e se manter nessa fase.

Hoje estava ali sentado a beira de sua cama, com a carta nas mãos, pensativo e sem ação. As opções que tinha eram poucas, mas eram as mais corretas nesse momento atual. Tinha que deixar o seu orgulho de lado e aceitar as ofertas de trabalhos avulsos para, pelo menos, poder pagar um quarto para morar e se manter o mais simples possível. E para acertar a sua dívida não tinha outra saída a não ser a de pedir ajuda aos seus pais.

Para Alberto era uma situação que nunca pensara enfrentar, mas aprendera que na vida não podemos ser donos da verdade e dificuldades todos estamos sujeitos a passar. Temos que saber levantar e recomeçar mesmo que para isso seja preciso lavar prato. Ouvira muito de seu pai as situações porque passara na vida e sabia que nunca esmorecera , sempre foi batalhador, guerreiro o que o levou ao sucesso como empresário.

Tinha ali um exemplo vivo para o qual nunca abrira os olhos, mas agora tinha aprendido a lição e sabia que para construir uma vida de sucesso precisava, não só de sua capacidade, mas também de sua família e de seus amigos porque sozinho não seria ninguém na vida.

RSantos
41a. Edição Visual
Projeto Bloínquês

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

"UM AMOR NÃO CORRESPONDIDO"


Tudo aconteceu muito rápido, um beijo roubado que ainda sentia em seus lábios, até as palavras de desejo e amor sussurradas ao seu ouvido. Sabia que era comprometido e sentia medo, faltava coragem para aceitar aquela situação.

Naquele dia ensolarado os seus olhos cegaram e foi envolvida por aquelas palavras ardentes que saiam daqueles lábios sedentos de desejo que fizeram seu corpo explodir de paixão. Já sem forças para lutar contra esse sentimento que dilacerava suas entranhas, esqueceu tudo e deixou-se levar por suas emoções e saborear cada pedacinho daquele momento.

O tempo passou e ficou na memória a lembrança daquela noite, daqueles beijos, do seu olhar, do seu cheiro, dos seus cabelos, da sua pele, do calor do seu corpo. Viveu um momento único de um grande amor que deixou raízes que só agora tomara conhecimento.

Estava grávida e essa notícia a deixara feliz e abalada. Precisava sair de casa, respirar ar puro, colocar os pensamentos em ordem. Pegou o carro e saiu sem destino. Abriu os vidros e deixou o vento entrar refrescando o seu rosto, embaralhando os seus cabelos. Deixou o tempo passar e quando se deu conta já era noite e acabara de chegar à praia, parou o carro, ligou os faróis e saiu para admirar a lua, ver o mar calmo com as ondas batendo suavemente nas pedras e sentir aquele cheirinho de maresia que tanto lhe fazia bem.

Sua felicidade era sufocada pela insegurança e medo que sentia por ter que assumir tudo sozinha. Sabia que esse filho não tinha sido planejado, mas estava ali e não podia evitar os seus sentimentos.

Tinha a certeza de que ela não se preocupou para que isso não viesse a acontecer, mas independente de qualquer coisa tinha a obrigação, principalmente por aquele ser que estava em seu ventre, de pelo menos comunicar ao pai.

Como poderia chegar até ele sem que todos percebessem? Trabalhavam na mesma empresa e desde aquele dia nunca mais ele sequer tentou olhar para ela.
Preparou uma carta explicando o que estava acontecendo e pedindo que se encontrassem para combinarem o que fosse melhor para os dois.
Aproveitou que se encontraram no elevador e entregou o envelope em suas mãos olhando firme em seus olhos e sem dizer uma só palavra.

Passaram-se alguns dias e quando estava chegando a casa teve a surpresa de ver entre as correspondências uma carta para ela sem remetente.
Cheia de curiosidade abriu rapidamente e devorou palavra por palavra, linha por linha e a cada fôlego seus olhos ficavam arregalados e seus lábios pálidos.
Havia algo escrito ali, simples, claro e desconhecido. Só três frases. Ela as leu e sentiu o mundo balançar.
Três frases simples, duras e cruéis que partiram seu coração em pedaços que soavam repetidamente em seus pensamentos.
- Não podemos assumir este filho e diga quanto precisa que eu te mande para dar um fim neste assunto.
- O que aconteceu foi uma coisa de momento e você sabia disso e devia ter se protegido e evitado que isso acontecesse.
- Estou sendo transferido para a filial do Canadá e a minha viagem já está marcada para o mês que vem e preciso que me respondas o mais rápido possível.
Foram três facadas em seu peito, mas respirou fundo e procurou se controlar. Existia uma criatura que seu coração batia docemente dentro dela e foi isso que deu forças para aceitar a realidade dos acontecimentos.
Tinha a certeza de seu amor por ele, mas era um amor não correspondido e impossível porque ele já pertencia à outra pessoa. Pensava tristemente que "Se um homem quer você, nada pode mantê-lo afastado. Se não, nada pode fazer ele ficar" e foi isso que aconteceu.


RSantos

39a, Edição Visual
Projetop Bloínquês
Imagem retiradas da NET

sábado, 16 de outubro de 2010

"Eu sou uma garota All Star"


Tremendo sábado é lá estava eu tendo que ir para o meu curso de inglês. Já estava quase desistindo de continuar com o Inglês aos sábados, mas como estava trabalhando no Shopping no turno da noite e estudando de manhã só me restava o sábado para tentar terminar o inglês.

Depois do curso tinha que passar na Secretaria para pagar a mensalidade e lá fui eu com certa pressa, pois ainda tinha que trabalhar.  Minha vida era essa correria e gostava de viver nessa adrenalina.

Cheguei lá a secretária estava atendendo a um garoto muito gatinho que vestia uma camiseta preta , calça jeans e havainas. Ele olhou para mim me deu um sorriso que até gostei e apesar de não ter nem falado com ele fiquei um pouco que fascinada. Tentei saber o seu nome tentando olhar para o papel de inscrição, mas não consegui. Foi uma pena ter sido só esse simples sorriso, mas quem sabe poderia vir a encontrá-lo novamente.

Antes de sair ele ainda me olhou por inteiro e aquilo mexeu comigo mais ainda. Eu era meio que exagerada na forma de me vestir. Gostava do meu estilo jovem e o meu tênis All Star era peça constante. Minha mãe me chamava sempre da "Garota All Star" e  falava isso para todas as suas amigas, desde que me  pegou dormindo na banheira com os meus All Star nos pés. Virou assunto do dia, da semana, do mês e só Deus sabe até quando vai continuar falando.

Paguei a mensalidade e fui andando para casa a fim de comer alguma coisa antes de ir para o Shopping. Quando estou abrindo a portaria do prédio passa um garotinho, que não era muito bonito, mas não era de se jogar fora, me olhava sem disfarçar, passou por mim, e olhou para traz só para continuar a olhar!

Estava percebendo que meu visual estava agradando e que o meu estilo All Star me dava muita sorte e principalmente no amor!!!
Tinha mesmo que concordar com minha mãe quando me chamava de "Garota All Star" porque eu já estava me sentindo a própria.
RSantos

"Se tem uma coisa que não largo do pé, é meu All Star, não... Ele não tem chulé e não tomo banho com ele.. (credo), mas é a minha principal característica.. hehe!"


38a. Edição Visual
Projeto Bloínquês

Imagens retiradas da NET
Pesquisa em sites All Star

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

"Ele seria dela"


Ela o teria, mesmo que isso a matasse. Mesmo que matasse os dois, ele seria dela. Essas palavras foram desabafadas por Patrícia que andava angustiada por ter sido abandonada pelo homem de sua vida.

Chegando o entardecer ela olhou para o relógio, reparou que estava na hora do Marcelo chegar do trabalho, sem pensar duas vezes, dirigiu-se até a janela de seu apartamento, sentou-se no parapeito colocando os pés para fora e ficando numa posição de quem está prestes a cometer um suicídio.

Depois de um tempo parada nessa posição, olhando fixamente para o mesmo ponto, muitas pessoas que passavam na rua já se juntavam curiosas para saber o que iria acontecer. Quem era aquela jovem? O que estava pensando fazer? Será que iria se jogar daquela altura? Que loucura era aquela? E assim começou o famoso espetáculo que o povo se exaltava esperando o derradeiro final.

Marcelo era vizinho de Patrícia e mantiveram um relacionamento sem compromissos que durou alguns anos, mas ela estava loucamente apaixonada, mas percebia que ele não levava muito a sério esse romance. Ela era muito ciumenta o que motivava muitas brigas e a última delas foi terrível terminando por Marcelo se afastar dela definitivamente.

Patrícia inconformada, desesperada e imersa nessa mistura de sentimentos estava prestes a cometer uma loucura. Articulou esse plano de “forjar” uma tentativa de suicídio. Imaginava que assim que a visse na janela prestes a se jogar, conhecendo a forma de agir do Marcelo, sabia que ele viria correndo ao seu encontro.

Estava jogando pesado e sabia que caso não conseguisse reconquistá-lo, poderia fazer ele odiá-la para sempre. Para ela era tudo ou nada e estava ali preparada para viver ou matar e morrer de amor.

Rene Santos


37a. Edição Visual
35a. Edição Conto/História

Imagens retiradas da NET 

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

"Tempos que não voltam mais"

Ana e Júlia eram amigas de infância, cresceram juntas morando no mesmo prédio. Tinham a mesma idade e adoravam ficar conversando, contando as paqueras na escola , combinando as idas para o cinema e tudo que essa galera gostar de papear. Adoravam dançar, ouvir música e quando havia uma festa ou um baile lá estavam todas arrumadas e curtindo cada momento

A turma do colégio estava programando um acampamento na região dos lagos onde havia um lugar próprio para que pudessem ficar. Os rapazes estavam organizando e fazendo uma lista de quem iria e como foi difícil convencer os nossos pais a nos deixarem ir, mas depois de muito insistir eles permitiram. Estávamos ansiosas nos preparativos e Ana mais ainda, pois o João, rapaz por quem estava apaixonada estaria no acampamento.

A Ana era alta e aparentava ter mais idade do que Júlia que era menor e franzina e também ela chamava mais atenção não somente pela sua beleza mas por ser mais falante, mais simpática enquanto Júlia era mais tímida, acanhada.

Chegou o dia do acampamento e seguiram todos de ônibus para o campo onde iriam acampar com suas barracas e redes. A viagem foi super divertida, cantaram ao som do violão, dançaram, brincaram sem parar um segundo.

Quando chegaram cada um foi montar suas barracas e redes. Preparam um churrasco e se fartaram de comer e beber. Júlia acabou ficando num grupo conversando e nem reparou que sua amiga Ana havia se afastado em companhia do João.

Quando Júlia foi procurá-la encontrou-os juntinhos numa rede, abraçadinhos, conversando, namorando. Ela ficou feliz pela amiga, mas não pode evitar de sentir um pouco de ciúmes por ter perdido a companhia de sua melhor amiga, pelo menos ali no acampamento.

Depois desse acampamento Ana e João começaram a namorar e a partir daí já não tinha mais tempo para conversar com a Júlia que no início, morria de ciúmes do rapaz, mas com o tempo foi aceitando e compartilhando cada momento de felicidade que a amiga estava vivendo.

Foi assim que Ana e João começaram a namorar e anos depois casaram, mas Ana nunca esquecera da amiga Júlia e de todos os momentos que passaram juntas. Lindos tempos que não voltam mais, mas que guardariam para sempre na lembrança essa linda história de amizade e de amor.

Rene Santos

36a. Edição Visual
Projeto Bloínques



6a Edição - Memórias
Projeto Entrelinhas
Imagens retiradas da NET
cores da vida Pictures, Images and Photos