sábado, 12 de fevereiro de 2011

" A TRISTE DESPEDIDA "


Nada melhor poderia ter me acontecido do que os momentos maravilhosos que passei junto com o Marcos. Nosso contato começou num bate papo pelo MSN que o fazíamos esporadicamente e depois a freqüência foi aumentando, nos tornando muito amigos.

Uma amizade onde descobrimos muitas coisas em comum e trocamos confidências, elogios até que resolvemos nos conhecer pessoalmente. Morávamos não muito distantes um do outro, Ele residia em Rio das Ostras e eu em Niterói.

Combinamos de nos encontrar e Marco é que veio até Niterói ficando hospedado em minha casa. Morava sozinha num apartamento pequeno e perto da praia e no início fiquei um pouco receosa, mas logo que nos vimos surgiu uma química entre nós que não precisamos de palavras para demonstrar o que sentíamos um pelo outro.

Muitos não acreditam que isso possa acontecer, mas pode sim, nos apaixonamos perdidamente e agora juntos, um sentindo o calor do outro, trocando carícias, beijos intermináveis que nos encheu de paixão e desejos vivendo uma lua de mel tirou nossos pés do chão e nos transportou a flutuar nas nuvens.

Como tudo que é bom dura pouco e chegara a hora dele partir porque tinha seu trabalho e seus estudos lá em Rio das  Ostras como eu também. Deixamos nos levar sem fazer promessas e nem assumir compromissos para que o tempo se encarregasse de decidir o nosso destino.

- Juliana, meu amor, como gostaria de continuar mais um pouco aqui com você, mas não posso porque tenho muitos compromissos que dependem de mim lá na Indústria de meu pai. Disse ele me olhando com ternura.
- Eu sei disso Marco e como gostaria de não ter que pensar nessa despedida. Fico com o meu coração apertadinho. Respondi abraçando-o bem forte e procurando guardar na minha memória aquele cheirinho que me fazia delirar de tanta paixão e amor juntos.
- Então você vai me levar na Rodoviária ou prefere ficar aqui e eu pego um taxi? Perguntou Marco
- Claro que vou te levar amorzinho. Quero estar com você até o último minuto.
Juliana ia continuar a falar, mas Marco tapou sua boca com um caloroso beijo.

Chegando à Rodoviária fomos direto para o ônibus que já estava se preparando para sair. Foi tudo muito rápido e mal deu para tentar alongar aquele momento.

Separamo-nos com muito afeto: ele, de dentro do ônibus, ainda me disse adeus, com a mão. Conservei-me à porta, a ver se, ao longe, ainda olharia para trás, mas não olhou... E só me restou continuar a dar adeus vendo o ônibus partir até sumir da minha visão.

Depois que o ônibus desapareceu no horizonte ainda continuei parada na esperança que ele aparecesse de volta correndo ao meu encontro. Era querer sonhar como se estivesse assistindo a um filme de amor em que no "The End" sempre se espera aquele final feliz.

A vida continua e essa era a minha realidade. O que poderia acontecer daqui para frente só cada um de nós é que poderia sentir. Foram momentos únicos que nunca tinha vivido igual e com tanta intensidade, mas o que poderia acontecer com nossos corações. Voltando a nossa rotina é que poderíamos avaliar essa triste despedida. 

Que pensar em relação a esse amor . . .  Em relação a sobreviver ao tempo e a essa distancia . . .
RSantos

9a. Edição Começo e Fim
Tema: começar com a letra "N", e terminar com ". . ."

7a. Edição Gênero-Situação

Páragrafo do meio: "Separamo-nos com muito afeto: ele, de dentro do ônibus, ainda me disse adeus, com a mão. Conservei-me à porta, a ver se, ao longe, ainda olharia para trás, mas não olhou..."

5a. Edição Dialogue
Tema: Despedida


imagens tumblr











domingo, 6 de fevereiro de 2011

" ÁSPERAS E INJUSTAS PALAVRAS "


foto retirada do Tumblr
Denise estava simplesmente sem ação depois de ter sido chamada atenção pelo seu chefe. Trabalhava na editora de uma revista de moda sendo responsável pela edição da coluna de eventos e desfiles há mais de três anos e esta era a primeira vez que ouvia alguma reclamação com respeito ao seu trabalho.

Procurava entender o motivo de todos estarem nervosos e ela estar sendo crucificada por algo que nem sabia. Assim que entrou na sala o chefe foi logo fazendo sinal para ela ir até a sua sala. Estava com uma cara de poucos amigos e ainda mais quando pegava o cigarro era porque o assunto era muito sério.

Logo que entrou ele foi soltando o verbo dizendo:
- Perdemos a conta da Vert’s porque na edição de sua coluna não saiu à apresentação do seu desfile.
Realmente ela ficou sem entender o porquê, pois tinha deixado tudo pronto para ser publicado e quando foi tentar explicar e saber mais detalhes do que estava acontecendo e o porque daquele alvoroço ele não nem deu chance.
A frase que seu chefe lhe dissera não saia de sua cabeça.
- Os detalhes da sua incompetência não me interessam.

Essa palavra incompetência não fazia parte de seu vocabulário profissional a fazendo respirar e começar a expor os procedimentos e conclusão de suas tarefas dentro dos prazos e com toda a matéria que foi exposta na apresentação final antes da edição. Como sempre tinha tudo anotado com cópia de suas planilhas e reuniões apresentou as mesmas onde estavam autorizadas e assinadas pelo Diretor de Produção.

Depois de ouvir atentamente e verificar que o erro não tinha partido dela o chefe mandou chamar os responsáveis pela produção e edição. Fez um sinal para ela se retirar, agradeceu a explicação, mas em tempo algum pediu desculpas pelas ásperas e injustas palavras que havia lhe dirigido.

Denise pegou sua pasta e saiu meio que decepcionada com a forma como a empresa tratava os bons profissionais. Suas aspirações profissionais e a seriedade com que trabalhava estavam em linhas opostas e depois disso iniciou a sua busca por um novo desafio profissional.

RSantos


64a. edição Filme
Os detalhes da sua incompetência não me interessam

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

" No carinho de suas mãos"


Entre carinhos e afagos
Brincadeiras e sorrisos
O casal de namorados
Curte os lindos campos.

Trocam beijinhos
Entre muitos carinhos
Ficam abraçadinhos
Dormindo juntinhos.

Depois de fazer amor
Ficam de bom humor
Ele conta uma piada
Ela cai na gargalhada.

Com todo esse amor
Dentro do coração
Existe uma louca paixão
No carinho de suas mãos.


RSantos
24a. Edição Poemas
tema: Carinho
54a. Edição Visual
imagem do projeto







sábado, 29 de janeiro de 2011

" A carta da Cinderela"


Meu querido príncipe,

Como foram maravilhosas essas três noites que tive a alegria de estar presente nos bailes em seu castelo.

Gostaria que soubesse que me senti a mulher mais feliz do mundo por ter tido o privilégio de ser escolhida para ser seu par nesses dias.

O tempo todo em que estive em seus braços dançando naquele deslumbrante salão sentindo o seu olhar  fez desabrochar o amor em meu coração pela primeira vez em minha vida. O calor de suas mãos me tocando e me abraçando a noite inteira me levou a sentir dançando nas nuvens.

Sei que perdi os meus sapatos quando corria antes das doze badaladas e queria te confessar o motivo dessa minha fuga. Tudo o que admiraste em mim não era real, estava produzida unicamente para te encantar e também para que eu pudesse me libertar da minha madrasta e suas filhas.

Fiquei sabendo que mandastes para experimentar os meus sapatos em todas as jovens da cidade, mas com certeza em alguma servirá, mas se pensas que estarei lá esperando para ser a escolhida é melhor tirar essa esperança do seu coração porque já estarei bem longe.

Quero ser uma Cinderela que venha a conhecer novos lugares, que possa aprender coisas novas e estar preparada para fazer as suas próprias escolhas. Não quero ser uma Cinderela que só porque conheceu alguém e sentiu o que é o amor esqueça tudo e me case para viver uma vida dentro de um castelo.

Sonho em ser uma mulher independente  com seus  valores e princípios, mas ser uma Princesa não está naquilo que pretendo para minha vida.

Quero ser uma pessoa simples vivendo feliz em algum lugar e podendo ajudar ao próximo e viver uma vida com dignidade conquistada com meu suor e trabalho.

Com todo o meu amor e admiração

A Cinderela

RSantos
7a. Edição Decodificando Cartas
Tema: Fuga
Mensagem secreta - Um dia posso voltar a te encontrar e  poderá ser diferente
2a. Edição Alternativa


Tema:sátira(ou paródia) sobre um conto de fadas
Imagem meme

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

" As irmãs Poderosas "


Todos os anos as irmãs Lúcia, Maria Inês e Natália viajavam juntas deixando seus maridos em casa.


Tudo começou quando Lúcia ganhou um par de viagens para Buenos Aires e o período em que era o seu marido não podia se ausentar do trabalho.

Desabafando com as irmãs eis que Natália deu a sugestão delas viajarem juntas. Elas trabalhavam fora, mas conseguiram uma semana de licença a ser descontada nas férias. Compraram mais uma passagem, acertaram a hospedagem e lá foram “as poderosas” , como assim intitularam, em sua primeira viagem.

Foi maravilhoso estarem juntas, revivendo os momentos da adolescência, de suas bagunças, seus namoros, suas brigas e foi tão bom que passaram a programar sempre suas viagens.

Quando chegavam de uma viagem já começavam a pensar em qual lugar iriam à próxima. Este ano as poderosas escolheram ir para um Hotel Resort em Porto Seguro que ficava em Salvador.

Passavam o dia na piscina, curtindo a Praia e também as atividades do Clube. Um dia depois do descanso da tarde elas resolveram assistir um dos filmes que tinha disponível para os hóspedes. Maria Inês foi escolher um filme, Lúcia foi fazer pipoca e Natália ficou só na preguiça aguardando tudo ficar pronto. Era a caçula e continuava a mesma sempre mimada e paparicada.

O filme escolhido foi “O Conde de Monte Cristo. Acomodadas no sofá a frente da TV começaram a assistir o filme e volta e meia Maria Inês fazia seus comentários. Lúcia assistia atenta e não parava de comer pipoca oferecendo também a Natália que não tirava os olhos da tela abraçada a uma almofada.

Quando chegou à cena da fuga de Edmond Dantes do Castelo a Natália escondia o rosto e depois tentava ver só com um olho. Continuava com as mesmas atitudes dos tempos de menina e as irmãs adoravam provocá-la nessas horas.

O filme continuava muito emocionante e agora já estava na parte onde Edmond, depois de achar um tesouro sai em busca das pessoas que conhecia e acaba descobrindo que além de ter sido traído pelo seu melhor amigo Fernand este se casara com sua noiva a Condessa Mondego. Com isso ele passa a ser o Conde Monte Cristo e aí começa a sua vingança.

Maria Inês para relaxar os ânimos, deu pause no filme e falou em tom de brincadeira para as irmãs:
- Seu eu fosse O Conde de Monte Cristo estaria agora planejando uma vingança contra a sua querida noiva.
- Porque logo com a  noiva mana? Perguntou a Lúcia
- Lógico que ele está com raiva e se sente traído por ela também. Então eu no lugar dele estaria cheia de ódio e pensando que “se o amor dela morresse, eu arrancaria seu coração do peito e beberia seu sangue.” Respondeu com os olhos arregalados para meter medo à irmã.
- Cruzes!!! Você está muito trágica hoje e vamos parar com essa prosa e terminar logo de ver esse filme, finalizou Natália.

Voltaram a ver o filme e depois aproveitaram para curtirem o por-do-sol passeando pela praia. Seguiam as três irmãs  conversando, falando sobre suas vidas, seus maridos e filhos e das muitas dificuldades que enfrentavam. Gostariam muito de morarem perto uma da outra, mas infelizmente residiam em cidades diferentes.
 

Cada uma seguiu seu caminho construiu sua família vivendo suas vidas, mas mesmo assim sempre juntas, mas as relações de afeto continuaram sendo cultivadas, o carinho que as une é único, indestrutível e é só uma precisar da outra, que jamais existirá distância, qualquer que seja à hora do dia.

Pode haver pequenos momentos de desentendimentos, sejam por coisas bobas ou até familiares que venham a deixar mágoas passageiras, mas diante de um amor tão puro e fraterno um singelo gesto faz desaparecer como mágica esses pequenos detalhes.

Estarem juntas todos os anos era um momento muito bom e voltavam para suas casas cheias de saudades e com as energias renovadas.


RSantos                                                                                               

13a.Edição Roteiro
imagem do projeto
6a. Edição Gênero-Situação
Tema:"Se o amor dela morresse,
eu arrancaria seu coração do peito
e beberia seu sangue"


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

" FÉRIAS EM PARIS"


Alberto ainda está trabalhando apesar de já ter encerrado o expediente. É Engenheiro de produção e gerencia a área de desenvolvimento corporativo da empresa. Precisa finalizar os últimos relatórios e deixar tudo anotado para que o colega que vai substituí-lo nas férias possa dar andamento aos projetos em execução.

O dia passou corrido que nem viu à hora passar e à noite estaria viajando com a esposa para passar as férias em Paris. Estava casado há seis meses e essa viagem é a lua de mel tão planejada pelo casal.
Toca o telefone e ao atender já escuta sua esposa dizendo:
- Você está ainda aí amor. Tentei primeiro o seu celular e está fora de área e logo deduzi que só podias ainda estar no escritório. Estou preocupada com a hora porque já são sete horas e temos que chegar no aeroporto até às nove horas.
- Sonia fique calma que daqui a meia hora estou em casa e vamos chegar a tempo para curtir a nossa viagem de núpcias. Um beijo meu amor que vai dar tudo certo. Disse pausadamente e desligou voltando a que estava fazendo.

Escreveu as últimas linhas que faltavam, salvou o arquivo e enquanto desligava o computador começou a sorrir pensando naqueles dias todos que passaria juntinho de sua esposa na “Cidade do Amor”.

Sonia era a mulher de sua vida e desde que se conheceram o amor que sentiam um pelo outro foi se solidificando. Desde que e casaram o tempo para ficarem juntos era pouco porque ela era médica pediatra tendo uma agenda em grande parte voltada para os seus pacientes.

Agora chegara o grande momento de poderem curtir um mês juntinhos passeando por paris, vivendo intensamente esse amor.
A capital francesa é conhecida como a cidade mais romântica do mundo e nada melhor para celebrar o amor e união dos casais apaixonados onde o que importa é unicamente ser feliz.

RSantos

12a. Edição Roteiro

                                                         6a. Edição Começo e Fim
tema: começar com a letra "A" e terminar com a letra "Z"
imagem do projeto

" O BLOÍNQUÊS NA MINHA VIDA"


Existem momentos em nossas vidas que apesar de estarmos cheios de gente ao nosso lado se forma um vazio inexplicável. A minha vida seguia seu ritmo, mas faltava algo que eu mesma não sabia aonde buscar as respostas que precisava. Estava numa transformação de vida interior, cheia de dúvidas e inseguranças do que estaria por vir e do muito que ainda queria fazer e achava que já era tarde demais.

No trabalho conheci uma pessoa linda e maravilhosa que me levou a esse mundo espantoso da Blogosfera. Hoje somos amigas inseparáveis e posso dizer que é a filha que eu não tive. Com seus ensinamentos montei o meu primeiro blog onde comecei a rascunhar algumas postagens sobre assuntos diversos. Começaram a surgir os seguidores com seus comentários e com isso fui seguindo por outros caminhos, conhecendo blogs com assuntos desde os mais simples aos mais polêmicos.

Foi num dos passeios que cheguei a um blog de projeto que estava se iniciando e fiquei namorando as suas primeiras edições sem participar. O projeto apresentava uma imagem para que descrevesse através de um texto. Participei a primeira vez e depois a segunda até que visitando um dos blogs vencedores verifiquei que na aba lateral havia um logo do “Projeto Bloínquês” e lá fui eu conhecer.

Fiquei apaixonada a primeira vista e em 16 de abril de 2010 participei das Edições Visual e Conto / História e dali em diante o Bloínquês passou a fazer parte da minha vida.

Queria escrever com liberdade expondo meus sentimentos, fazendo fluir a minha imaginação sem precisar dos meus "eus", marcas e registros. Foi com o Bloínquês que nasceu a Rene Santos, um nome artístico que já deu um pouco o que falar, mas que continua presente tendo todo o carinho do projeto e dessa equipe de moderadoras que de vez em quando dão uns puxões de orelha, pois sou rainha em postar em cima da hora ou até depois.

Repito o que disse na carta que escrevi ao BLoínquês pelo aniversário de um ano de que estou  há quase uma gestação participando de suas edições que entre erros e acertos, tristezas e felicidades me fizeram aprender muito. Aprendi principalmente a não saber viver sem contracenar neste mundo da criatividade, da imaginação, do amor, da paixão e da magia de escrever.

Fazer críticas ao projeto eu não tenho porque para que possa fazê-las eu teria que ter motivos e conhecimento para tal.  Como benfeitoria gostaria de dizer que como o projeto se iniciou através da comunidade no Orkut muitas participações ficam esquecidas nos comentários do Blog o que deveria ter mais atenção.

Fora isso só tenho a dizer que amo estar aqui como participante e que cada semana mesmo com pouco tempo corro para  dar a minha presença. É meu hobbie favorito.

RSantos

42a. Edição Opinativa
Tema:


imagem da NET

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

' LINDO ENTARDECER A LUZ DE VELAS"


Lindo entardecer a beira da praia iluminado pelo céu  em tons de azul e cor de rosa. Completando a paisagem vemos uma  cama tenda cercada por velas acesas que envolvem o ambiente de paz e tranquilidade.
Como seria bom estar nessa tenda me sentindo no meio do deserto em pleno relaxamento ouvindo o som das ondas do mar,sentindo a brisa acariciando o meu corpo , o cheiro da maresia.
Momentos que trazem boas energias, que nos fazem refletir em tudo que fizemos e naquilo que sonhamos. Momentos únicos que mostram a grandeza da mãe natureza e o quanto precisamos respirar esse ar que nos enche de forças e bons fluidos para seguirmos em frente a nossa caminhada pela vida.

RSantos

51a. Edição Visual


"NOSSO AMOR E NOSSAS ESCOLHAS"



Como descrever a sensação que senti quando estava no carro a caminho da residência do Vitor. Faltavam poucos minutos para rever aquele que foi o primeiro e grande amor da minha vida.

Quando recebi o convite para vir passar as minhas férias em sua casa no Texas confesso que fiquei um pouco confusa. Tivemos um relacionamento onde existia um sentimento muito forte entre nós, uma parceria de amor, paixão, amizade, interesses comuns. Estar com ele, sentir sua presença já fazia parte de minha vida, mas o inevitável aconteceu e ele foi morar no exterior. Lembro cada detalhe do nosso último encontro, onde comunicou que após o encerramento do ano e da formatura, estaria indo para os Estados Unidos fazer um curso de especialização.

Agora já se passara dois anos e nossas vidas seguiram tomaram rumos diferentes. Estava bem e tinha conseguido superar aquele sentimento de perda, de saudade e agora por mais que eu quisesse aquilo, eu não poderia me arriscar. Estava ansiosa em vê-lo e sabia que não resistiria aos seus carinhos, aos seus encantos, mas queria viver aquele momento sem pensar em mais nada.

Assim que o carro chegou à fazenda onde morava fiquei admirada com a linda paisagem, as árvores com um colorido de tons de verde e amarelo. Saltei do carro e bem na frente da casa lá estava ele me aguardando.

Caminhamos um em direção ao outro e nos abraçamos sem dizer uma só palavra. Vitor segurou minha cabeça com aquele jeitinho terno e beijou minha testa. Que mais precisava ser dito do que esses simples gestos de duas pessoas que ainda se amavam e tinham feito suas escolhas.

Seguimos abraçados em direção a casa e Vitor olhou para mim carinhosamente e disse:
- Raquel você continua linda e que bom que aceitou o meu convite. Vamos matar as saudades e recordar os bons tempos.

Estava feliz demais e queria aproveitar ao máximo cada momento ao seu lado.

RSantos

11a. Edição Roteiro
49a. Edição Conto História 
imagem do Projeto

domingo, 9 de janeiro de 2011

"UMA SIMPLES LEMBRANÇA DO PASSADO"


Eu estava em estado de choque pelos acontecimentos que ocorreram nestes últimos dias. Precisava organizar meus pensamentos, acalmar meu coração para encontrar um novo rumo na vida. Agora me sentia no fundo de um poço sem condições de tomar nenhuma decisão.

Foram tantas juras de amor, tantas promessas, tantos planos e depois de seis anos de noivado sem nenhuma explicação ele secamente me diz:
- Elisa não quero mais me casar com você. Recebi uma proposta para ocupar uma vaga na filial da empresa no Oriente Médio e isso me fez pensar bastante sobre a minha vida e principalmente sobre o nosso noivado. Mantivemos esse sentimento durante anos, mas aquela paixão, aquele amor ele foi esfriando dentro de mim e tenho certeza que se levasse adiante esse casamento estaria fazendo você uma pessoa muito infeliz.
Alberto falou friamente olhando para mim sem nem piscar os olhos e a cada frase que pronunciava via os meus sonhos desmoronarem um por um.

Juntos compramos um apartamento, um enxoval quase completo, montamos nosso lar, sonhamos com nosso casamento, nossa lua de mel, nossa vida a dois, com nossos filhos e agora isso tudo não existia mais. Como ele foi tão frio que ainda disse que precisava conversar comigo para acertar a venda do apartamento e todos os detalhes para que não ficasse nada pendente ante dele viajar.

Estava na casa dele e a minha cabeça estava muito confusa que preferi não questionar. Como ele estava sendo tão calculista, tão sem coração e se já não me amava porque continuou comigo? Achei melhor aceitar a sua explicação, mas dentro de mim havia dúvidas e tentar decifrá-las iria me deixar mais triste e o meu coração não agüentaria tanta dor.

Aquele amor ainda estava dentro de mim e precisava ocupar esse espaço, precisava esquecer isso tudo, era uma página virada na minha vida. Antes de começar a chorar peguei minha bolsa e sai correndo de seu apartamento. Os meus olhos estavam cheio de lágrimas que mal conseguia enxergar o que estava na minha frente. Comecei a caminhar pela estrada sem saber para onde ir porque precisava chorar para me sentir melhor.

Quando criança eu tinha a mania de engolir o choro e a mamãe pegava no meu rosto, me fazia olhar nos seus olhos e falava:
- Minha filha jamais desconsidere a maravilha das suas lágrimas. Ela tinha toda razão porque era um santo remédio para amansar o coração, para cicatrizar as feridas, para liberar nossos pensamentos e colocar as idéias no lugar.

Sabia que o tempo se encarregaria de curar as minhas mágoas, as minhas feridas e que outros sonhos viriam. E como minha mãe sempre me dizia: "a vida é como uma caixa de bombons: nunca se sabe o que vai encontrar."

A vida se encarregará de me mostrar outros caminhos que farão eu renascer com mais força, com mais experiência e esse noivado, mais tarde, não passaria de uma simples lembrança do passado.

RSantos

62a. Edição Filme e  62a. Edição Livro

OUAT
Imagem retirada da NET
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