sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

" FELIZ ANO NOVO"


E então, os fogos de artifício anunciam que o ano novo está presente e ali naquela praia estão abraçadinhos Júlio e Marina fazendo seus pedidos para que possam construir uma vida juntos acreditando num mundo melhor.

Acreditando na força naquele amor que já superou tantas fases e os manteve sempre unidos e cada vez mais comprometidos.

Sabem que o ano que começa é o início de uma vida a dois cheia de promessas, de sonhos a realizar e de uma família que será construída com base no respeito e amor que sentem um pelo outro.

Será um ano que marcará a história de suas vidas e que depois de alguns anos estarão ali naquele mesmo lugar contando a sua história e fazendo novos pedidos de um futuro melhor para seus filhos, para a sua família.

Feliz Ano Novo!!!!

RSantos

47ª.Edição  Conto História
49ª. Edição Visual

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

"Meu querido sobrinho"

Meu querido sobrinho ainda menino vivendo a magia do Natal.

Os anos passam, mas a tradição do Natal continua viva dentro de cada um de nós.

É nesses encontros que volto a sonhar, a acreditar nas histórias infantis, a querer aquele colinho protetor, a tirar as lembranças do baú e reviver os momentos da minha infância onde eu era feliz, onde existiam sonhos lindos, sonhos puros cheios de amor e esperança.




Minha participação para 33a. Edição Fotográfica

Foto antiga de minha autorinha que foi scaneada
- texto corrigido, pois fiz confusão com as fotos dos sobrinhos
- crianças são todas parecidas e ainda mais vestidas de papai noel.

sábado, 25 de dezembro de 2010

"UMA LINDA NOITE CHEIA DE MAGIA"


Vou te contar como descobri a magia do Natal. Minha mãe sonhava em visitar o meu Tio Alberto que mora em Londres, mas sempre havia um motivo para adiar a sua viajem. Ele é um único irmão de mamãe que sofrera um grave acidente de carro.

Estava se recuperando tendo seções diárias de fisioterapia na esperança de voltar a andar. Teve que se acostumar a usar a cadeira de rodas que o deixava um pouco nervoso porque sempre foi uma pessoa ativa. Como empresário dono de uma Agência de Turismo, mesmo com todas as dificuldades impostas pelo acidente, esteve sempre à frente de seus negócios. Ele ainda era solteiro e esperava um dia encontrar o seu par.

Agora o sonho de visitar o seu irmão tinha se realizado e estávamos curtindo o Natal cheio de magia. A casa do Tio Alberto era muito bonita e estava toda iluminada e com uma enorme árvore de Natal cheia de luzes piscando.

Estava vivendo num conto de fadas e me sentindo no mundo encantado. Olhando pela janela observava a neve caindo e o chão parecia feito de algodão doce. Cheguei a sonhar que via o papai Noel sentado em seu trenó cheio de presente sendo puxado pelas suas renas.

Foi uma noite linda e cheia de magia que passamos juntos e não via a hora de poder abrir os presentes.
Quanta felicidade em ver o meu tio e minha mãe juntos recordando seu tempo de infância, contando suas travessuras, falando sobre suas vidas. Chegou uma hora que Tio Alberto levantou a taça de vinho e disse:
- Este ano quero paz no meu coração para poder sair dessa cadeira e caminhar novamente.
Mamãe levantou a sua taça brindando a esse momento e com a voz emocionada completou:
- Meu irmão como todo dia nasce tenho certeza que logo estarás totalmente curado.

Passamos as nossas férias lá e a mamãe já estava combinando que em breve, estaria voltando de vez para morar lá aonde era a sua terra, mas precisava de um tempo porque mesmo estando separada do papai ele tinha que autorizar.

O tempo passa e com ele vamos caminhando todos juntos sem parar e eles vão ficar bem. Um Novo Ano vem chegando e cheio de coisas boas para acontecer.

 RSantos


Projeto Bloínquês





21a. Edição Sonora




Imagens retiradas da NET

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

" O REENCONTRO"


Alberto estava parado olhando para sua filha Rose que brincava no jardim na casa de seus avós maternos. Olhava para sua filha ali sentada conversando com seus brinquedos, mostrando a doce inocência de uma criança.

Ela já não era aquele bebê pequenino, havia crescido e agora era aquela linda menina de cabelos loiros iguais a mãe. Ainda sentia seu coração apertado quando se lembrava do acidente de carro que havia levado a sua amada e o deixado sozinho com um bebê no colo.

Por mais que não tivesse culpa pela morte da esposa, aquilo o havia levado a uma grande depressão e sem condições psicológicas de cuidar de sua filha. Rose ficou com seus avós enquanto ele esteve em tratamento para poder se estabilizar emocionalmente.
Agora estava recuperado e pronto para cuidar de sua princesa, mas sabia que teria que reconquistá-la e se tornar seu amigo para ter seu amor de volta. Como sonhava com o momento em que ela o chamasse de papai pela primeira vez.
Lembrara muitas vezes das conversas com seu sogro que o tinha como a um filho. Apesar da dor pela perda da filha ele fez de tudo para que ele se recuperasse e sempre o incentivando e dizendo que não era culpado, mas a tristeza o deixou surdo.
Alberto ainda lembrava da última frase que ele dissera antes de partir:
- Tudo teria sido diferente se você tivesse acreditado em minhas verdades.

Eram verdades que o seu “eu” não aceitava. Só o tempo e muita terapia o fez voltar a realidade e a viver livre dessa sombra.

Chegou perto de sua filha e disse:
- Olá Rose como vai? Sabem quem sou eu?
A menina com seu rosto rosado pelo calor do sol, olho para ele e respondeu:
- Não. Você é amigo do vovô?

Alberto respondeu que sim e sentando ao seu lado começou a brincar com seus brinquedos. Sabia que o tempo se encarregaria de trazer sua filha de volta para ele e teria todo o tempo do mundo para estar com ela.

RSantos

46a. Conto história


8a. Edição Roteiro
Projeto Bloínquês

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

" Afinal, o que querem os Homens ? "

Tenho que confessar que o Homem é uma presença constante em minha vida. Em casa sou  a " Bendita entre os Homens" - Marido, filho, enteados, netos e até o cachorro - e como fico anciosa que chegue uma " Linda Princesa" para reinar em nosso Lar.   


 Primeiramente falar das  qualidades masculinas é um pouco temeroso, pois podemos estar dando corda na pipa e prefiro levar na brincadeira - então coloco algumas frases ilustradas que achei bem propícias.





 




"Porque ser homem não é uma questão apenas biológica, as diferentes masculinidades se constroem conforme a sua cultura.

Ser homem é algo a ser conquistado pelo menino, é algo absorvido de uma expectativa social que já começa antes mesmo da escolha da cor das roupas do bebê, permeia seus brinquedos, seus podes e não-podes, seus heróis, seus esportes, seu estudo, seus amigos e suas paqueras, sua profissão, seu papel na família.

Uma expectativa social tão profunda que só percebemos a ponta de seu iceberg, mas que vai influenciar o que este homem vai poder desenvolver com esta mesma profundidade.

Por muito tempo, ao homem foi reservado o espaço do prover, à mulher coube o espaço do cuidar.

Ao homem coube o espaço fora de casa, de caçar, de construir, de produzir; à mulher o espaço do lar, de nutrir de comida e afeto, de educar, de se responsabilizar pelo outro.

E a mulher educou os meninos a desenvolver mais alguns sentimentos e as meninas outros. A expressão da raiva coube ao masculino por favorecer a agressividade necessária ao provedor, a expressão da ternura coube ao feminino por favorecer à nutrição e ao cuidado. Ao masculino coube o fazer, ao feminino coube o sentir. O menino nem mesmo aprendeu a reconhecer o que sente e poder falar sobre seus sentimentos.

Mas as culturas mudam, e as mulheres entram no mercado de trabalho e vão aos poucos conquistando o seu espaço, desempenhando funções que em sua maioria eram exercidas pelos Homens  e conquistam uma igualdade profissional.


Sem ter desenvolvido uma capacidade de expressão emocional, faltam aos homens palavras para elaborar essa transformação. Sem palavras, sentindo-se ferido, ele usa o punho como defesa e se torna violento. Os homens sentem essa transformação e sentem essa mudança.

Mas qual tem sido o modelo do homem masculino?
O machão?

O estereótipo do machão é centrado nos excessos: de sexo, atividade, velocidade, poder, etc. Ele é insensível, vingativo, arrogante, reservado, frio, prepotente, autoritário, rebelde, dominador, cínico, exibicionista, cheio de si, voltado para a ação em detrimento dos sentimentos, incapaz de controlar seus desejos. Sua valentia encobre o enorme medo que tem do desamparo, de aceitar a sua receptividade, de ter consciência da dor.


Toda violência é prepotente. Toda prepotência é uma reação a uma impotência a ser escondida. Quando não há o poder real, no sentido de uma capacidade para realizar, surge o poder de dominação. Quem realmente pode, não necessita dominar.


Antes expulso do espaço da casa, o homem hoje está sendo expulso do próprio espaço social ao lhe ser subtraído o papel de provedor.

Seu refúgio? A ilusão. Ao invés de produzir realidades passa a consumir imagens.

Ao perder as disputas reais, busca um outro espaço onde possa vencê-las. Seus heróis, nos filmes de ação lutam por ele, nas novelas transam por ele, e os robôs produzem por ele carros na fábrica onde ele trabalhava. Ao menos assim ainda se sentem inseridos na sociedade, e como ela é rica e poderosa por trás das telas e vitrines. Mas ele luta sim, ontem destruiu todos os bandidos no vídeo-game, transa pelo disque-sexo e pela Internet, e algum dia ainda vai comprar aquele carro fantástico quando ganhar na sena.

Ao perder a sua força real, o homem de hoje retoca a sua imagem para não perder a pose; malha, mas hoje seus músculos não mais constroem, só servem para ele se exibir. Vive em um espaço tão virtual quanto o H de Homem.


Sua alternativa? Conquistar os espaços da realidade perdida -  no lar, na intimidade do seu corpo, na expressão de sua emoção, na integração do seu afeto com sua sexualidade, qualquer que seja sua orientação sexual.

Surge um novo omem sem H que quer liberar a sua lágrima, poder dizer não na cama, ser tirado para dançar, receber flores, trocar fraldas, simbolizar seu órgão de amor mais por coisas gostosas do que por instrumentos de guerra (expressões extraídas do manifesto masculinista), em suma, resgatar o espaço de sua sensibilidade, descobrir que há um coração pulsante escondido sob esse peito.
Percebe que foi ele mesmo quem construiu este espaço social de uma frieza que agora o exclui, e que portanto pode alterá-lo.

Para reconquistá-lo só precisa do calor de seu próprio coração. "

"Os homens são como as moedas;
devemos tomá-los pelo seu valor, seja qual for o seu cunho."
(Carlos Drummond de Andrade)

RSantos

37a. Edição Opinativa ´Projeto Blóínquês


115a. Edição  Projeto Blorkutando





Fontes:
texto  do site www.orgonizando.psc.br/  (com adaptações )

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

" OS ENCANTOS DA LEITURA"


O Sol começava a se por no alto da montanha e Joana, alheia a tudo que estava a sua volta, vivia intensamente a saga que estava lendo onde pelo marcador percebia-se faltarem poucas páginas para o seu final.

A História havia tomado conta de todos os seus sentidos levando-a a ficar parada em pé no meio do parque, com o livro aberto nas mãos, passando página por página.

Quando a claridade do sol se espalhou pelas páginas do livro, ofuscando seus olhos, foi que Joana acordou para a vida real. Fechou o livro e pegou o caminho de volta para casa antes que começasse a anoitecer.

Seguiu pensativa e ansiosa para saber o final da história que só no dia seguinte poderia concluir, pois esta noite estava de plantão no Hospital onde era enfermeira.

A leitura sempre foi um hábito em sua vida e, normalmente, todas as tardes Joana ia caminhar no Parque em frente a sua casa levando seu livro debaixo do braço. Acomodava-se num dos bancos e ali ficava por algum tempo entregue aos encantos da leitura.

RSantos


6a. Edição Roteiro


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

" EU TENTEI "


Eu tentei falar, mas ele não quis me ouvir
Eu tentei entender esse amor
Que com o tempo deixei de sentir
Para não sofrer de tanta dor.

Eu não entendo esse amor desvairado
Ele me completa quando não o entendo
Procurar entender é querer sofrer
Quando ele diz não mais me querer.

Eu não entendo esse amor indeciso
Que um dia diz que me ama
Enchendo meu coração de esperança
E minha alma cheia de desejo.

Eu não entendo esse amor confuso
Que de repente não gosta mais de mim
Brincando com meu sentimento
Dizendo que não está mais a fim.

Eu não entendo porque foge
Desse amor puro e sincero
De um sentimento tão lindo
Com medo de amar de verdade.

Olho para trás vendo você distante
Sem um passo dar ao meu encontro
Agora entendo estar tudo acabado
Não querendo vê-lo novamente.

Eu não quero mais entender
Nem nesse amor mais acreditar
Não quero mais deixar de viver
Esperando você voltar.

RSantos

45a. Edição Visual

43a. Edição Conto/História
(desclassificada por ter postado após o horário - 19 hs)