sábado, 25 de setembro de 2010

"Dia colorido entre amigos"


Espero que nessa primavera eu possa desfrutar da beleza da natureza ,viver momentos felizes com meu amor, curtir a vida junto com meus amigos, poder acordar a cada dia cheia de alegria e me sentindo linda e bela como uma flor.

Começo o dia com uma preguiça enorme de me levantar. O despertador toca... peço mais um tempo e continuo na cama até que ele dispara novamente. Agora não tenho como me esconder mais nas cobertas e só me resta atender ao seu chamado. Levanto e caminho para o banheiro onde meus olhos custam a abrir tamanha  claridade que ofusca meus olhos.  Lavo o rosto , escovo os dentes e tomo um belíssimo banho e estou pronta para começar o dia.

Olho pela janela e vejo o céu azul iluminado pelo lindo Sol que vai ganhando o seu espaço passando pelas brancas nuvens que aos poucos vão desaparecendo. Essa linda manhã já mostra o jardim da praça todo majestoso, todo florido já apontando os sinais de uma nova estação. O mosaico de cores que enfeitam esse jardim formam uma paisagem encantadora. Impossível não se apaixonar por cada flor que exala seu cheiro próprio e se mostra formosa em seu visual que varia desde o rosa, amarelo, laranja, vermelho, roxo, lilás formando um arco íris cercado pelas folhagens de tons esverdeados à sombra de acolhedoras árvores de um esplendor contagiante.

É envolta nesse lindo cenário de energia que me equilibro para iniciar as minhas tarefas diárias e me integrar ao mundo que se completa com as
pessoas de meu convívio.

Tudo se espelha em  como agimos, como somos, como nos relacionamos e quais as escolhas que fazemos para que o nosso círculo de amizades seja de pessoas que nos entendam e nos completem.

Amigos podem nos fazer coisas boas, mas também podem nos colocar situações difíceis que nos levam a riscos que nem imaginamos. Não escapo do clichê em dizer que " diga-me com quem andas e dir-te-ei quem és" - esta é muitas vezes a grande questão de saber com quem andamos, quem são e se podemos confiar.

Amigos são necessários para colorir mais ainda a nossa vida , compartilhando momento valorosos e são eles que vão abrindo a trilha para novas descobertas e novos relacionamentos que são a essência do viver, do amar.

Participamos de um infinito espetáculo onde somos espectadores aplaudindo tanta arte e beleza.  Faz parte de nosso aprendizado sermos colocados no palco assumindo o papel de protagonistas, sem  ensaio algum, desempenhando com maestria a dança da vida iluminado pelas cores do amor.

E aqui encerra mais um dia em que  sobrevi a diversas situações. Passei por pequenos estresses que me fez chorara me fez feliz, me fez sentir saudades de quem não está mais aqui, mas cheguei em casa. Enfim estou no meu "lar doce lar" onde tenho tudo que preciso e o principal é aquele companheiro que me recebe com um  beijo, um abraço caloroso e é em seu ombro que desabafo minhas tristezas e alegrias e adormeço embalada em seu carinhos e afagos.



Rene Santos

13a.Edição  - Projeto In Verbis
"Cada novo amigo que ganhamos no decorrer da vida aperfeiçoa-nos e enriquece-nos,
não tanto pelo que nos dá, mas pelo que nos revela de nós mesmos. " (Miguel Unamuno)

(imagens retiradas da NET)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A primeira impressão numa entrevista de emprego


Estamos sempre preocupados em nos apresentar de maneira que possamos causar uma boa primeira impressão. A importância de causar boa impressão, o julgamento de valores que elas fazem quando nos veem pela primeira vez são vistos através de como estamos vestidos, como usamos as roupas e acessórios e isso tudo relacionado a aparência tem um peso muito grande.

Agora imagina uma situação em que a pessoa que está nos conhecendo pela primeira vez é a que vai decidir sobre o futuro da nossa carreira. Temos que saber driblar todos os obstáculos, temos que em apenas alguns minutos explicar – em palavras – todas as nossas qualidades e competências. E se nossa imagem vale mais do que mil das nossas palavras, a nossa postura, o que vestimos numa entrevista de emprego são uma ferramenta valiosa que sempre pesará a nosso favor.

No ambiente de trabalho o que temos que destacar é nossa capacidade profissional e não as nossas habilidades e dotes físicos. Queremos é que nossos colegas de trabalho pensem que somos bons no que fazemos e não se somos bonitos ou feios.


Conclusão só nos resta usar uma roupa discreta e nada mais. Nada de gastar dinheiro ou pedir emprestado para poder impressionar na entrevista, pois o que está sendo avaliado são as suas qualificações, suas aptidões, mas infelizmente isto tudo está agregado a sua imagem e é  ela que tem quer ser mostrada em primeiro lugar.

É super bacana expressar a nossa personalidade, detalhes interessantes que comuniquem o que a gente tem de mais legal são super bem vindos. No trabalho precisamos nos destacar mostrando que somos comunicativos, procurando discreção nos nossos gestos e aparência.

Cuidados pessoais são essenciais como cabelo arrumado, depilação em dia, unhas feitas, maquiagem discreta, perfume suave, mãos macias.

A impressão é de que o mesmo carinho que a gente tem com a gente mesmo é o que a gente vai ter com o trabalho que estamos nos comprometendo a fazer.
Para completar, aperto de mão firme e um sorriso confiante. Assim não tem como não ficar uma boa impressão!!!

Rene Santos
104a. Tema - Primeira Impressão
Projeto Blorkutando

Imagens retiradas da Net
pesquisa oficina do estilo

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

" A Força do destino na Telinha"

Vitória é publicitária e trabalha, como colunista, numa revista produzindo textos semanais para a seção de atualidades. A sua semana é muito corrida e está sempre ligada na telinha do computador, seja para digitar uma matéria, como para coletar mais informações, estar sempre com material de assuntos do momento, bem diferentes e de interesse do leitor.

Este ano resolveu dar prioridades em fazer alguns cursos para crescer na sua profissão.  Durante a semana , no período da noite, ela está fazendo um curso de Design gráfico e aos sábados está concluindo o curso de inglês.

Como sempre está ligada ao mundo virtual e fez várias amizades e foi onde descobriu um outro mundo onde não existe o toque, o cheiro , mas transborda em emoções que a fez sentir a vida num mundo real.

Foi numa dessas amizades que surgiu João por quem nutriu um carinho especial e, por muito tempo, desfrutaram de um encanto, uma magia até que num belo dia se conheceram , se apaixonaram. Procuravam , sempre que havia um feriado ou uma folga, estarem juntos. Cada um tinha sua vida , seu trabalho, suas aspirações e, por mais que quisessem, ainda não era possível que tomassem decisões precipitadas, então viviam um amor à longa distância, um amor através da telinha.

Vitória não tinha muita folga para falar com João e aproveitava sempre o intervalo do curso para matar as saudades. Um dia ela entrou num bar com seus longos cabelos ruivos e encaracolados que fazia com que todos voltassem os olhos para admirar a sua beleza. Esse bar ficava em frente ao curso e tinha umas mesinhas ao ar livre que fez de Vitória uma frequentadora assídua.

Acompanhada de seu computador sentava em uma das mesas se conectava pelo celular e podia ter a felicidade, por poucos minutos, de conversar com seu amor e fazer um lanchinho rápido.

Esse amor, essa troca de palavras, de elogios, de confidências, de promessas, de planos para o futuro era uma necessidade real e era isso que enchia eles de energia para almejarem novas conquistas e crescerem profissionalmente, pois só assim poderiam ficar juntos para sempre.

A vida prepara várias armadilhas e tendo sempre um ponto de interrogação na nossa frente e saber as respostas , saber qual o melhor caminho , estava em saber conviver com suas escolhas. Nós fazemos nossa própria sorte, e então chamamos de destino e essa insistência deles em manter vivo esses momentos, esse sentimento e superar todos os obstáculos, lutando para que o seus sonhos se tornassem realidade, era uma força real que ultrapassava as linhas do mundo virtual.
Rene Santos
 
103a. Tema - Amor na Balança

 

Este texto foi pauta para participação do BLQ Edição Conto História
07 /05/2010
(imagens retiradas da NET)

sábado, 11 de setembro de 2010

"FÉRIAS DIFERENTES"


Chegaram as férias escolares e a minha família já estava de malas prontas para seguir viagem para a fazenda dos meus tios. Confesso que este tipo de programa já não era mais de meu agrado, mas o que fazer se meus pais não abriam mão de poderem desfrutar da vida na fazenda. Gostavam muito de lá, pois praticamente tinham sido criados naquela região de Vassouras e estar lá, para eles, era retornar as raízes, rever os amigos e parentes que continuavam lá e todos eram fazendeiros.

Desde criança sempre estive na fazenda e lá ocorriam algumas coisas estranhas que os caseiros e moradores de lá sempre contavam. Falavam de bruxas, de casas mal assombradas , de pessoas que tinham sido levadas a loucura por terem visto assombrações misteriosas. Isso tudo me deixava empolgada quando criança, mas agora que já tinha meus 17 anos não tinha mais graça e pelo contrário me deixava até um pouco apreensiva.

Chegando à fazenda fomos direto para a casa principal para nos acomodarmos. Depois disso estariam servindo o almoço e seria um momento de cada um contar a sua história e meus pais passariam horas ali conversando. Com isso ficaria sem saber o que fazer a não ser ir visitar a fazenda, ver as vacas, os cavalos e conversar com os boiadeiros e as mulheres que serviam a casa. O caseiro tinha duas filhas que nos conhecíamos desde criança e sempre aproveitava para saber das novidades e até aproveitar alguma festa que tivesse por acontecer na região.

Elas se chamavam Rita e Renata e assim que cheguei vieram correndo me cumprimentar e ficamos algumas horas conversando, falando sobre namorados, colégio e outras coisinhas de mulher. Elas sonhavam em um dia poderem viver na cidade grande e estavam estudando para isso. Combinamos de passear juntas pelas redondezas no dia seguinte pela manhã.

Estava em meu quarto dormindo gostoso, quando sou despertada pelo som dos galos que era melhor que qualquer despertador. Ainda fiquei algum tempo na preguiça e acabei levantando, pois havia combinado de me encontrar com as meninas.

Depois do café saímos para passear pela região e o tempo estava ajudando porque estava um lindo dia de sol e os jardins estavam todos floridos com o chegar da primavera. Passados algum tempo avistamos, numa ruazinha que ficava atrás da fazenda dos meus tios, uma casinha que para mim não existia quando vim da última vez. Perguntei a elas de quem era a casa, se conheciam quem morava lá.

Ritinha foi logo falando meio agitada :
- Janaina nessa casinha quase não vejo ninguém por lá. Quem construiu foi meu pai que era para guardar madeira, o cortador de grama , remédio para as plantações e sei lá mais o quê. Só que uma vez entrei aí e estava tudo escuro e me pareceu que tinha um homem dormindo lá. Escutei o ronco, mas não deu para ver quem era e sai correndo.
Escutei aquilo tudo que a Ritinha contou e fiquei curiosa em ver a casa por dentro. Perguntei se a casa estava fechada com chave e claro que disseram sim.
- Onde está a chave da casa? Perguntei para elas.
- Deve estar lá em casa no quadro de chaves acredito, respondeu a Renatinha.
- Então vamos lá pegar as chaves para visitar a casa, fui logo falando.

Elas me olharam meio de lado e foram logo avisando que não iam entrar lá e que poderiam até me acompanhar até o lado de fora. Para mim tudo bem, eu queria era matar minha curiosidade e também preencher o meu tempo e isso me divertia.

Fomos até a casa delas e sem que percebessem pegamos a chave da casa. Voltamos para o nosso passeio retornando para o mesmo local e paramos em frente à porta da casa que , segundo Ritinha, havia estranhos dormindo por lá.
Como elas não queriam vir e sabendo que qualquer coisa elas estariam do lado de fora abri a porta e entrei. Assim que entrei a porta, que era de um aglomerado foi logo fechando e aí que ficou um breu lá dentro e não arriscava nem a dar um passo porque não enxergava nada.

Abri a porta e coloquei um pedaço de madeira permitindo entrar um feixe de claridade que dava para enxergar com um pouco de dificuldade. Olhei tudo em volta e realmente tinha algumas madeiras no chão e alguns sacos que pareciam de farinha. Mais a frente avistei uma maleta sobre uma bancada o que me deixou curiosa. Como ficava no fundo a luz era pouca, mas me abaixei para enxergar melhor e fui logo abrindo a maleta e quando vi o que tinha dentro me apavorei. Fechei rapidamente a maleta e sai correndo, empurrei o pedaço de madeira fechando a porta, passando a chave e fui logo dizendo para as meninas:
- O que vi aqui dentro não está me cheirando à coisa boa e é melhor colocar essa chave de volta no mesmo lugar e esquecer que estivemos aqui OK?
- Minha Nossa Senhora , mas que foi que você viu Janaina de tão ruim? Perguntou Ritinha
- Ritinha a maleta que tem aí dentro está cheia de pacotes de dinheiro e os sacos de farinha não me parecem ser de farinha da boa e é melhor a gente ficar fora dessa encrenca.

Elas acenaram com a cabeça concordando e fomos direto para casa e passamos o resto da tarde proseando pela fazenda mesmo.

No dia seguinte, sem comentar com as meninas, fui falar com meus pais e contei tudo que tinha visto. Eles estranharam isso tudo e dali para frente à coisa ficou no controle deles. Não sei quem foi o culpado, nem que era o bandido e nem quem era o mocinho. A verdade é que o que diziam de casa mal assombrada deixou de existir e havia sim casa que era depósito de dinheiro e de drogas que só gente do mal é que podia estar intermediando e usufruindo de um dinheiro sujo.

O fato é que depois de tudo que aconteceu os meus pais resolveram voltar para casa e passamos o resto das férias na nossa casinha. Fiquei muito feliz porque pude ficar com as minhas amigas , curtir uma boa praia, passear no shopping e assistir a muitos filmes no cinema.

Rene Santos


5a. Edição Projeto Entrelinhas
Imagem retirada da NET

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

"PALMADA DE AMOR NÃO DÓI"

A educação dos filhos não se resolve no tapa e também não se resolve somente no diálogo. Tudo tem sua forma de agir e um bom papo , manter um diálogo é sempre muito importante, mas tem vezes que  é necessário um tapinha para conter certas rebeldias que muitas vezes surgem na fase de infantil ou na adolescência. Sou a favor do projeto de lei para proibir a prática de castigos físicos em crianças e adolescentes. Quando se fala em "castigos físicos" não podemos comparar ao fato de uma criança levar uma palmada por ter feito alguma coisa errada.
 
Falar sobre a minha infância e de como fui educada é muito gratificante, pois sou da época onde “palmada de amor não dói”. A Educação que recebi de meus pais tinha regras e obrigações a serem cumpridas e, apesar disso tudo, gostaria de ressaltar que havia uma grande amor e respeito não só por eles como pelos mais velhos. Esse respeito, no mundo de hoje, são valores que pouco se ressalta na educação e se refletem na cultura do povo onde deparamos com várias situações que muitas vezes nos revoltam. Sou de um tempo que havia a conversa, o diálogo que nos orientava o que era certo e errado e quantas vezes vislumbrados pelos colegas, pela própria euforia da idade, saíamos da linha, e aí, não havia conversa, era castigo na certa e claro que em certas ocasiões não conseguia escapar daquela “palmada de amor”. Esse tipo de educação nos moldes antigos considero válida e isso não pode ser comparado a maltratos e a castigos físicos. Considero uma educação caracaterizada por limites rígidos e dizer “não” aos filhos não era visto como prejudicial. 


Falando da educação dos filhos nos tempos atuais, os pais assoberbados pelas tarefas profissionais ou mesmo domésticas, tendem a passar menos tempo com os seus filhos e, frequentemente, delegam a responsabilidade de sua educação a terceiros, como a própria escola. Outros, tem tempo para seus filhos, porém, não sabem como gerenciar as dificuldades e nem estabelecer os seus limites.

Atualmente procuramos dar aos nossos filhos uma educação fazendo certas concessões movidos talvez pelo sentimento de “culpa” pelo pouco tempo dispendido a eles que podem desfavorecer o aprendizado de regras culturais e morais importantes.

Muitas mães se perguntam como educar os filhos corretamente, qual será a “fórmula mágica” para cuidar de uma criança, cuidar de sua educação e fazer com que ela cresça dentro da sociedade como um exemplo de criança. Não existe mágica para educar um filho pois acima de tudo ele é um ser humano, tem vontade própria e o que a mãe deve fazer é mostrar a ele como agir corretamente. Mostrar os dois lados do mundo, o lado certo e o lado errado e instrui-lo parara que siga sempre o caminho correto.

Ensinar a diferença que existe entre a verdade e a mentira, procurar sempre responder as suas curiosidades não escondendo nenhum fato ou notícia dele e se for algo muito grave procure esclarecer de forma suscinta sem muitos detalhes, mas nunca esconder ou mentir, fala sobre todos os assuntos sempre com muita naturalidade, porque dessa forma ele já vai se adequando às realidades da vida. Lembrando sempre que a melhor forma de educar o seu filho nos dias atuais é utilizar sempre o diálogo, nunca usar da agressão e também nunca deixar faltar a verdade para com ele e na frente dele, maus exemplos geram pessoas más.

Uma boa comunicação familiar permite que os pais conheçam melhor seus filhos dando-lhes condições para ajudá-los. Devem fazê-los refletir numa conversa aberta, perguntando e explicando-lhes as causas e problemas, fazendo com que eles mesmos procurem as próprias soluções e tomem decisões para que cresçam e ganhem responsabilidade.


Rene Santos

24a. Edição  Opinativa
Projeto Bloínquês


Fontes:
Imagens google
Pesquisas
:

Guiabrasilblog
Portal da familia
Rede Psi artigo da psicologa Maria ester

sábado, 4 de setembro de 2010

"Esse foi o meu erro"


Espero aprender com os meus erros, pois há muito tempo deixei de acertar
e deixei me levar por aquele sentimento proibido.

Começou num beijo roubado que ainda sentia em meus lábios, nas palavras de desejo e amor sussurradas ao meu ouvido. Sabia que era comprometido e sentia medo, faltava coragem para aceitar aquela situação.

Naquele dia ensolarado os meus olhos cegaram e fui envolvida por aquelas palavras ardentes que saiam daqueles lábios sedentos de desejo que fizeram meu corpo explodir de paixão. Já sem forças para lutar contra esse sentimento que dilacerava minhas entranhas, esqueci tudo e deixei-me levar por minhas emoções e saborear cada pedacinho daquele momento.

O tempo passou e ficou na memória a lembrança daquela noite, daqueles beijos, do seu olhar, do seu cheiro, dos seus cabelos, da sua pele, do calor do seu corpo. Errei ao ter deixado acontecer esse momento único de amor que deixou raízes que só agora tomara conhecimento. Estava grávida e isso me deixava sentir tamanha felicidade, mas por outro lado enchia meu coração de insegurança por ter que assumir tudo sozinha.

Sabia que esse filho não tinha sido planejado, mas estava ali e não podia evitar os meus sentimentos. Tinha a certeza de que tinha sido negligente e não me preocupei para que isso não viesse a acontecer, mas independente de qualquer coisa tinha a obrigação, principalmente por aquele ser que estava em meu ventre, de pelo menos comunicar ao pai.

Como poderia chegar até ele sem que todos percebessem? Trabalhava na mesma empresa e desde aquele dia nunca mais ele sequer tentou olhar para mim.
Preparei uma carta explicando o que estava acontecendo e pedindo que se encontrassem para combinarmos o que fosse melhor para os dois.
Aproveitei que nos encontramos no elevador e entreguei o envelope em suas mãos olhando firme em seus olhos e sem dizer uma só palavra.
Passaram-se alguns dias e quando estava chegando em casa tive a surpresa de ver entre as correspondências uma carta sem o nome do remetente.

Cheia de curiosidade abri rapidamente e devorei palavra por palavra, linha por linha e a cada fôlego meus olhos ficavam arregalados e meus lábios secos e trêmulos.
Havia algo escrito ali, simples, claro e desconhecido. Só três frases. Ela as leu e sentiu o mundo balançar.
Três frases simples, duras e crueis que partiram meu coração em pedaços que soavam repetidamente em meus pensamentos.
- Não podemos assumir este filho e diga quanto precisa que eu te mande para dar um fim neste assunto.
- O que aconteceu foi uma coisa de momento e você sabia disso e devia ter se protegido e evitado que isso acontecesse.
- Estou sendo transferido para a filial do Canadá e a minha viagem já está marcada para o mês que vem e preciso que me respondas o mais rápido possível.

Foram três facadas em meu peito, mas respirei fundo e procurei me controlar. Pensava tristemente que esse homem não gostava de mim e que tinha que seguir a minha vida arcando com os meus erros.

Tinha a certeza de meu amor por ele, mas não era correspondido. Existia uma criatura que seu coração batia docemente dentro de mim e foi isso que me deu forças para aceitar a realidade dos acontecimentos.

Rene Santos

12a. Edição Projeto InVerbis
Imagens retiradas da NET