sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

" O REENCONTRO"


Alberto estava parado olhando para sua filha Rose que brincava no jardim na casa de seus avós maternos. Olhava para sua filha ali sentada conversando com seus brinquedos, mostrando a doce inocência de uma criança.

Ela já não era aquele bebê pequenino, havia crescido e agora era aquela linda menina de cabelos loiros iguais a mãe. Ainda sentia seu coração apertado quando se lembrava do acidente de carro que havia levado a sua amada e o deixado sozinho com um bebê no colo.

Por mais que não tivesse culpa pela morte da esposa, aquilo o havia levado a uma grande depressão e sem condições psicológicas de cuidar de sua filha. Rose ficou com seus avós enquanto ele esteve em tratamento para poder se estabilizar emocionalmente.
Agora estava recuperado e pronto para cuidar de sua princesa, mas sabia que teria que reconquistá-la e se tornar seu amigo para ter seu amor de volta. Como sonhava com o momento em que ela o chamasse de papai pela primeira vez.
Lembrara muitas vezes das conversas com seu sogro que o tinha como a um filho. Apesar da dor pela perda da filha ele fez de tudo para que ele se recuperasse e sempre o incentivando e dizendo que não era culpado, mas a tristeza o deixou surdo.
Alberto ainda lembrava da última frase que ele dissera antes de partir:
- Tudo teria sido diferente se você tivesse acreditado em minhas verdades.

Eram verdades que o seu “eu” não aceitava. Só o tempo e muita terapia o fez voltar a realidade e a viver livre dessa sombra.

Chegou perto de sua filha e disse:
- Olá Rose como vai? Sabem quem sou eu?
A menina com seu rosto rosado pelo calor do sol, olho para ele e respondeu:
- Não. Você é amigo do vovô?

Alberto respondeu que sim e sentando ao seu lado começou a brincar com seus brinquedos. Sabia que o tempo se encarregaria de trazer sua filha de volta para ele e teria todo o tempo do mundo para estar com ela.

RSantos

46a. Conto história


8a. Edição Roteiro
Projeto Bloínquês

Um comentário:

Sergio Martins disse...

Olá Linda! Obrigado pelo carinho! Gostei desse conto, é uma história de esperança, de possibilidade de superação dos traumas... Parabéns! Bjs!