sexta-feira, 28 de maio de 2010

"DIGA-ME COM QUEM ANDAS QUE DIREI QUEM ÉS"

  
Debater sobre esse ditado é um assunto de muita polêmica e não acho justo classificar alguém só porque está no grupo de...  ou em companhia de...  ou participando com...  e assim por diante.
É por isso que muitas injustiças são feitas e quantos não pagam hoje pelo que não fizeram? Como podemos dizer que uma pessoa usa drogas só porque está em companhia de outra , ou de um grupo onde tem usuários de droga?
Comprovo isso com uma experiência que passei na vida real, há muitos anos atrás, quando tinha meus 17 anos. Fui a uma festa com minha irmã e um grupo de amigos. Essa festa era num apartamento em Copacabana, onde morava um  rapaz que estava completando 18 anos e um convida o outro e lá estávamos nós. A festa transcorreu normalmente , dançamos, nos divertimos muito e depois fomos embora na hora que nosso pai estipulava para estarmos de volta em casa.
Para nossa surpresa e espanto, no dia seguinte, fomos procurados pela Polícia Federal por termos estado naquela festa e o motivo era porque havia rolado droga e estavam convidando a ir a delegacia para responder a algumas perguntas. Que situação constragedora para o meu pai , pois como éramos menores ele é que tinha a responsabilidade pelos nossos atos.
Olha que nenhuma de nós nunca tinha visto uma droga , não sabia como era e nem que cheiro tinha e claro que rapidamente o Delegado viu que não tínhamos culpa no cartório.
O nosso pai que sempre dizia  “Diga-me com quem andas e direi quem és” deve ter parado para pensar muito nesse ditado estou aqui imaginando isso. Naquele dia  ele ficou super abalado pela situação e deve ter ouvido muito da parte do delegado, mas o que sentimos foi que ele sabia os filhos que tinha e nos defendia om unhas e dentes.
Cada um tem sua própria identidade, cada um é único na sua maneira de ser e o seu berço , a sua educação, os princípios que recebeu  é que regem a sua conduta e não importa com que grupo está, em companhia de quem, pois ele vai agir dentros desses padrões recebidos.
Temos muitos casos em que esse ditado pode até ser válido e um  exemplo dos mais alarmantes é o caso dos "meninos de rua" que são largados a própria sorte. Ali a lei é do mais forte e não existem regras e não tem como não utilizar esse ditado com letras maisculas e garrafais.
Agora eu é que pergunto:  Posso dizer quem és?  Como posso fazê-lo se eu não sou você
Ditado mais que conhecido, comprovado e refletido, mas com suas devidas exceções. Na vida temos que conhecer o que é bom para nós, procurar extrair tudo o que pudermos e é isso que nos amadurecerá em todos os sentidos.
Rene santos
87a. Semana - Tema "Posso te dizer quem és?

(Imagens retiradas da NET)

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