quinta-feira, 17 de junho de 2010

"O CIÚME É UMA PROVA DE AMOR?"


O ciúme é uma preocupação que o ser humano já enfrenta há algum tempo. Todos nós já sentimos ciúme pelas coisas que gostamos – coisas pessoais - ou por alguém que amamos - pai, mãe, irmãos, amigos. Mas é nos relacionamentos amorosos que este sentimento é mais freqüente. Sentir ciúme pelo que ou por quem gostamos é normal, faz parte do cuidado, do querer bem e ser amado.

Existem tantos questionamentos relacionados com o ciúme romântico, seja como namorados, como marido e mulher, como companheiros, enfim não importa a maneira como convivam. É uma busca constante por respostas a várias perguntas. Por que os casais se desentendem, freqüentemente, em virtude do ciúme? Por que se separam? Por que o amor acaba?

Se, por um lado, para muitos o ciúme representa uma manifestação de amor, ele também pode ser considerado, para outros, um sentimento que produz angústia, podendo atingir formas doentias e abalar a saúde física e mental dos envolvidos, direta ou indiretamente.

O ciúme pode surgir com maior ou menor intensidade e todas as pessoas estão sujeitas a ele. Devemos ressaltar também várias formas de entendimentos em relação ao ciúme de acordo com as diferentes culturas. Seja de qualquer dos lados que os parceiros venham a serem atingidos pelo ciúmes eles devem ficar atentos para saber lidar em prol de sua vida amorosa procurando manter um relacionamento com mais satisfação e menos conflitos desnecessários.

Pode-se dizer que, mesmo quando não se trata de um namorado com vistas a um relacionamento de longo prazo, as pessoas são temerosas de que seus parceiros encontrem outros parceiros potencialmente mais atraentes e gratificantes do que elas e, dessa forma, freqüentemente alimentam uma insegurança afetiva.

Dessa forma, o ciúme pode ser entendido como o medo que sentimos de algum dia sermos dispensáveis à pessoa com a qual nos relacionamos. É o sentimento de apreensão que cultivamos, relacionado à possibilidade de sermos abandonados, rejeitados, menosprezados, ou ainda de haver uma infidelidade em andamento. É o receio de não mais sermos importantes; é o medo de não sermos mais amados; o medo de não possuirmos ou sermos donos de alguém; enfim, é o medo da solidão associado com o abandono dos parceiros.

Logicamente, devemos considerar os extremos: para diferentes pessoas, a ausência de ciúme pode ser tão perniciosa quanto seus excessos. Isso quer dizer que algumas pessoas se sentirão lisonjeadas com as manifestações mais efusivas de ciúme por parte do outro, enquanto que, para outras, até mesmo as mais modestas expressões ciumentas não são toleradas quando lhes são dirigidas. O ciúme eclode das relações amorosas devido a fatores tais como comparação, competição e medo da substituição pelos rivais.

Uma grande dificuldade ao se estudar o fenômeno do ciúme é o fato de que, para muitos, ainda ele é uma manifestação de afeto, de zelo ou até de amor que uma pessoa sente por outra. Muitas se anulam e, assim, perdem grande parte de sua identidade para serem o que o ciumento quer que sejam tentando corresponder a todas as suas expectativas. Em tal caso, pode-se dizer que não há uma aceitação mútua.

Descobrimos o amor imaginando que existem príncipes e princesas, a pessoa perfeita que vive nos nossos sonhos.
Encaramos a realidade de que as pessoas têm suas qualidades e defeitos e cabe a sinceridade de saber conviver com isso e fazer nossas escolhas.
O ciúme é uma prova de amor? Então a quem estamos amando – a esta pessoa que está ao nosso lado ou a nós mesmos?
O Amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.


Rene Santos
 
 13a. Edição Opinativa : "Amor e Ciúme"
 
(Fontes: getty images-vídeo you tube)

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