domingo, 4 de julho de 2010

"MUDANÇAS PARA UM MUNDO MELHOR"




Vivi numa época de jovens cabeludos de roupas coloridas e com a esperança de mudar o mundo com idéias novas e pregando a paz e o amor. Esta foi a geração dos anos 60  - jovens que viram o ajuntamento de Woodstock para celebrar muito mais do que a nova música que já havia tomado conta do mundo, o rock. 
Gritavam pela  liberdade que nossos pais não tiveram - liberdades pessoais, de poder contestar os mais velhos, defendendo o amor livre descartando o casamento , a liberdade sexual e também o direito de usar droga  em paz. 
O fato é que a partir dessas idéias o mundo mudou. A paz e o amor pregados podem não ter prosperado do jeito que se pretendia, mas na certa hoje o mundo é outro, muito mais liberal , muito mais tolerante.  
Posso  dizer até que essa revolução teve sua parcela de contribuição na pregação de uma geração que queria mais liberdade, que desejava pensar por ela própria e adotar caminhos diferentes e menos tradicionais.
Woodstock foi um símbolo, algo que externou o que toda uma geração – ou a maioria dela – sentia, pensava e queria. O rock, a festa, acabaram sendo pretextos para mostrar uma posição política, claramente a favor de um novo meio de vida, de uma nova postura e de um novo meio de encarar a vida e as coisas a ela relacionadas.
Sexo, drogas e rock and roll, o epíteto mais comum para classificar Woodstock, é verdadeiro. Houve sexo, havia drogas, sim, e muito rock. Esses três elementos foram apreciados por jovens na década de 60 e chocaram a sociedade conservadora no Festival Woodstock, em 1969. Em contrapartida, depois de tantas mortes no meio musical e a conscientização do jovem quanto a doenças sexualmente transmissíveis e a drogas, surgiu um novo estilo, que sabe ouvir rock e deixar de lado os outros dois componentes da famosa trilogia.
Ainda surgiu a guerra, presenciamos a intolerância em várias partes do mundo, o desrespeito à pessoa humana e o ódio sendo a marca de regiões, de etnias que se matavam apenas pelo fato de serem diferentes. Olhando assim, parece que nada mudou. Mas não é verdade. Houve mudança e ela foi muito grande, como o avanço dos direitos humanos, o respeito pelos direitos pessoais, liberdade de crença, convivência mais pacífica entre as pessoas, enfim, mudamos de verdade, pelo menos em comparação com a sociedade que tínhamos antes. E essa mudança decorreu em grande parte do que uma geração pregou e praticou, influenciando pessoas, criando uma nova consciência.
Hoje temos a oportunidade de influenciar o futuro, fazê-lo diferente, caminhando no sentido de um maior entendimento entre as pessoas, de conseguirmos a paz. As condições que temos são muito melhores do que dessa época e só ver que temos um planeta realmente interligado, vivendo o mundo da informação. Se a crença do Festival de  Woodstock, dos hippies e dos anos 60 não mais persiste inteiramente, o que lá foi pregado acabou sobrevivendo na forma de um novo comportamento.
Na certa  os jovens de hoje querem um mundo melhor, com mais liberdade, com entendimento, com paz. Querem construir o futuro e para isso tem que tomar atitudes como nos anos 60 mostrando que querem mudança, indo contra o conformismo. Rebeldia, o símbolo de uma geração, precisa ganhar um novo significado. E todos nós, rebeldes antigos ou novos, podemos dar nossa contribuição para a mudança. Agindo de alguma forma poderemos mostrar daqui há mais 40 anos, quando se olhar a história, que os anos iniciais do século XXI foram marcos de mudança e graças a isso nossos filhos e netos viverão em um mundo melhor.

Rene Santos


37a. Edição - Sexo, Drogas e Rock and Roll



Imagens e pesquisas retiradas da NET

2 comentários:

Podolski disse...

Nossa, bem explanado esse texto. Parabéns :D

Evelyne disse...

Rene Santos
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