sexta-feira, 2 de julho de 2010

"O DESASTRE NO GOLFO DO MÉXICO"


O vazamento de óleo no Golfo do México, o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos, já vai para mais de dois meses e ainda se desconhecem suas causas e também suas conseqüências. Nem sequer se sabe quanto petróleo ainda está saindo pelo gêiser de piche no qual se transformou o poço aberto pela Deepwater Horizon.

Estima-se que entre 400 e 600 espécies estão ameaçadas pelo combustível que escapa da plataforma petrolífera do Golfo do México e que está chegando na costa da Luisiana. As conseqüências do derrame são imprevisíveis para as espécies em perigo.

Ameaça que paira sobre os recifes do mundo significa não só o sumiço de espécies hoje, mas uma possibilidade considerável de que, no futuro, não apareçam novas espécies capazes de substituí-las.

A devastação ecológica e econômica que se estende pelo Golfo do México deveria rever as condições para a exploração de petróleo que é feita em alto mar e sobre a sua produção que é, de fato, profundamente arriscada. Os governos deveriam pensar duas vezes na sua decisão de desenvolver estas atividades em águas cada vez mais perigosas.

Ao destruir esses habitats riquíssimos, "estamos colocando em risco a criação de futuras espécies", declarou Wolfgang Kiessling, coordenador da Universidade Humboldt em Berlim.

A empresa responsável pelo projeto, a BP, uma das grandes do setor petroleiro está com sua sobrevivência em jogo. Seu valor na bolsa desabaram. Desde o acidente, o preço das ações caiu em torno de 40%.
Várias tentativas já foram aplicadas pela BP para tentar conter o vazamento e fracassaram.

Enquanto isso, os muitos envolvidos no negócio cruzam os dedos para que o desastre não se transforme na Chernobil da indústria petroleira. E ele pode vir a ser. O fato de o presidente da primeira potência do planeta, Barack Obama, proclamar aos quatro ventos que pretende punir o responsável pelo problema tem, à margem de uma dose evidente de impotência, um inequívoco tom de ameaça. E não só para a empresa responsável pelo acidente, mas para todo o setor.

Para começar, as prospecções em águas profundas, que o governo Obama havia ampliado inclusive para as águas do Atlântico e do Alaska, foram paralisadas. Ninguém no setor sabe por quanto tempo.
Com o desastre em carne viva, derramando petróleo, é difícil examinar as opiniões no setor petroleiro. Todo mundo está envolvido. As empresas sabem que estão sob o olhar atento da sociedade e adotam uma atitude mais do que discreta.

Aconteça o que acontecer na próximas semanas, quer Obama encontre ou não algum culpado, a indústria petroleira em seu conjunto se prepara para pagar pelo desastre. No caso da BP, a fatura pode afetar a sua sobrevivência. Analistas do Credit Suisse estimaram em 19,1 bilhões de euros a fatura que ela poderá ter de pagar. Mas o número pode crescer. Tudo depende de quanto durar o vazamento, da extensão da maré negra e da habilidade dos advogados da BP para se esquivarem do fogo cerrado.

O presidente americano, visitou a região pela segunda vez desde o início do vazamento, e disse que o governo fará "o que for necessário" para ajudar as pessoas afetadas pelo vazamento.

Ele prometeu ainda triplicar o número de pessoas que trabalham nas operações de limpeza do vazamento no Golfo do México, atualmente em mais de 20 mil civis e 1,4 mil membros da Guarda Nacional.

Mikael Freitas, da Campanha de Oceanos do Greenpeace no Brasil, lista algumas preocupações: “O atum azul do Atlântico Norte, em risco eminente de extinção e outras espécies de tubarão também ameaçadas desovam no Golfo do México entre abril e junho. Tartarugas marinhas migram para as águas mais quentes ao sul do Mississipi nesta época do ano. As populações de baleias e golfinhos próximas à área do vazamento sofrem riscos ainda mais diretos, visto que precisam ir até a superfície para respirar, correndo sérios riscos de ingestão do óleo durante sua respiração”.

Precisamos saber o que pensa o governo brasileiro em relação ao pré-sal, quando vêem o tamanho do problema nas mãos da BP. Este é um sinal mais do que claro de que o homem não tem conhecimento, nem capacidade, de continuar explorando recursos fósseis”, complementa.



O Greenpeace defende o estabelecimento de Áreas de Marinhas Protegidas, o fim da exploração de combustíveis fósseis e o estabelecimento de uma matriz energética limpa e renovável, que garanta um futuro seguro não só para a humanidade, mas para todas as formas de vida que ainda resistem.

Existe um mundo de opiniões sobre as consequências sofridas no habitat marinho e as formas que poderão ser levadas para evitar um sofrimento ou uma grande perda nas gerações futuras desses animais marinhos.

Rene Santos 


15a. Edição Opinativa 
 Vazamento no Golfo do México


Gostaria de  dizer que este tema necessitaria de um estudo bem mais detalhado da minha parte para que pudesse estar debatendo e dando opiniões mais conscientes. Em todas as fontes de pesquisas encontrei opiniões e situações similares, mas nenhuma que fosse concreta. Sinto que vivemos um assunto cheio de inseguranças e incertezas em volta de estudiosos que, nas melhores das boas intenções, sugerem mil maneiras para que possamos nos livrar desse mal. Desculpem mas meu coração necessitava desse desabafo. Beijos

(Imagens e pesquisas retiradas da Net)

Um comentário:

Naty Araújo disse...

Adorei, ficou mto bom mesmo.
Queria ter avaliado, mas pelo motivo que já foi dito: Não deu.

Agradeço muuuuuuito por vc ter comentado naquele texto.
Saiba que escrevi ele na sexta agora, mas postei ele lá pro dia 17 do mês passado pq não queria que ninguém lesse kkkkkkkkkkkkkkkkk.
MAs eu gostei do seu comentário. Me deu forças.

Afinal.. é preciso, nessas horas, né?

Meu beijo pra ti, linda!